O chefe da 17 Regional de Saúde em Londrina, Adilson Castro, apontou ontem que o Hospital Universitário (HU) não teria informado que Leandro Carvalho Saturnino, 24 anos, precisava de um leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Segundo Castro, a informação passada pelo hospital foi que a morte cerebral do rapaz teria sido constatada na segunda-feira e que, desde então, ele teria sido incluído na lista de possíveis doadores de órgãos. Assessoria do HU rebateu o quadro de morte cerebral.
Leandro sofreu um acidente de moto na madrugada de domingo e foi encaminhado para o HU, onde permaneceu até o início da tarde de quarta-feira. Em entrevista à Folha, o pai do rapaz, o eletricista João Alcalde Saturnino, 50 anos, disse que o filho teria permanecido internado numa sala do pronto-socorro à espera de uma vaga na UTI. Ontem, João disse que foi informado por um médico que o filho teria sofrido uma lesão cerebral grave e que seria preciso realizar uma bateria de exames para avaliar a extensão do trauma. Ele confirmou que houve uma pesquisa para doação dos órgãos mas a família não aceitou porque Leandro não havia manifestado esse desejo em vida.
O chefe da Regional apontou que, rotineiramente, o HU - por ter maior número de vagas na UTI - não inclui os pacientes internados que necessitam dos leitos na Central da Secretaria de Estado da Saúde. ''Nós não sabíamos desse paciente (Leandro) e a Sesa, por tabela, também não. Tínhamos conhecimento de que ele estava na lista de transplantes porque já estava em morte cerebral desde segunda-feira'', concluiu.
A assessoria do HU informou que o prontuário de Leandro indica que o rapaz deu entrada na madrugada de domingo com edema cerebral grave, hemorragia intracraniana e traumatismo craniano grave. Conforme a assessoria, não há detalhamento sobre a morte cerebral. O falecimento, reafirmou o hospital, teria ocorrido na quarta-feira.

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