Curitiba - A Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) confirmou ontem, no terceiro informe semanal sobre a gripe A (H1N1), a primeira morte em Londrina. O paciente, um homem de 49 anos, foi internado no Hospital Universitário (HU) em decorrência de outras doenças e teve o diagnóstico da doença no hospital. Segundo o órgão, por ser portador de doenças crônicas, como asma e pneumopatia, ele não respondeu ao tratamento e morreu na última sexta-feira. A vítima fatal de Londrina foi a única confirmada neste boletim. Agora, o total de mortes por gripe A chega a 14 no Estado.
Por outro lado, os casos confirmados da doença dispararam, passando de 180 ocorrências no segundo informe para 381 nos números divulgados ontem. Até agora, 73 municípios registraram casos da doença, sendo a maioria nas cidades de Curitiba (106), Foz do Iguaçu (36), Pato Branco (31) e Ponta Grossa (30). Em Londrina, quatro casos foram confirmados e três resultaram na cura dos pacientes.
Sandra Caldeira, gerente de Epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde, informou que duas mortes estavam sendo investigados na cidade. Um dos casos, segundo ela, foi descartado (uma mulher de 50 anos). ''Além de ter doenças respiratórias, o paciente que veio a óbito era obeso e tabagista, complicadores que afetaram o tratamento'', destacou.
Ela também ressaltou que todas as medidas anunciadas pela Sesa estão sendo cumpridas à risca na cidade. Desde a divulgação dos hábitos que devem ser seguidos, os sintomas e o acesso ao medicamento antiviral Oseltamivir (Tamiflu) nas redes pública e privada de saúde. ''Desde 2009 (ano da epidemia) estamos monitorando a Influenza A. E, como todos já sabem, os cuidados com a higiene devem ser constantes, não somente em relação à gripe A, mas outras doenças'', destacou.
O diretor-geral da Secretaria Municipal de Saúde, Adilson Castro, informou que será preciso verificar o prontuário do pacientes para afirmar se a causa da morte foi realmente o vírus H1N1. ''Ele estava com o vírus, entretanto temos que ter certeza se foi a gripe A que causou a morte ou se foram outros problemas de saúde'', disse.
Ele ainda ressaltou que mais de sete mil doses da vacina trivalente já estão sendo distribuídas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) para a vacinação de crianças de seis meses a dois anos e gestantes. Estes grupos de risco podem procurar a UBS para receberem a vacina a partir de amanhã.
A Sesa reforçou que a eficácia do diagnóstico precoce e do acesso ao medicamento antiviral Oseltamivir foram decisivos para a redução no número de mortes em relação à quantidade de casos. ''Está comprovado a redução da carga viral na pessoa infectada após a ingestão de cada dose do medicamento. E isso sem dúvida, contribuiu para os resultados deste novo boletim'', reforçou Ângela Maron, coordenadora da Sala de Situação da Gripe da Sesa.

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