Sesa confirma 200 mortes por gripe H1N1
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quarta-feira, 10 de agosto de 2016
Magaléa Mazziotti<br>Reportagem Local 
Curitiba - O boletim da gripe divulgado nesta quarta-feira (10) pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) aponta uma redução no ritmo de confirmações de casos e mortes por conta da doença. A quantidade de óbitos por causa da gripe passou de 216 para 222. Das seis mortes, cinco foram provocadas pelo vírus H1N1. Com isso, o total de óbitos por H1N1 subiu de 195 para 200.
A quantidade de casos confirmados de influenza passou de 1.080 para 1.100 no último boletim. Os números da Sesa mostram ainda que a quantidade de casos confirmados de H1N1 subiu de 1.003 no boletim da semana passada para 1.020 no levantamento divulgado nesta quarta.
Para a Sesa, a tendência é que o ritmo de confirmações de casos e de mortes diminua até setembro, quando as temperaturas mais baixas devem dar uma trégua. "Se pensarmos que já enfrentamos semanas em que as atualizações de mortes foram na faixa entre 20 e 30 óbitos, fica evidente que deu uma amenizada. Mas ainda é preocupante ter cinco mortes por H1N1 em um único boletim. Em 2015, quando a presença do vírus foi baixa, registramos somente quatro mortes por influenza A ao longo de 12 meses", comparou o chefe da Divisão de Vigilância de Doenças Transmissíveis da Sesa, Renato Lopes.
Uma das seis mortes foi provocada por influenza A não subtipada (não há confirmação do tipo do vírus) e a vítima foi um idoso, que tinha comorbidades, que morava em Curitiba. As mortes por H1N1 ocorreram em várias regiões do Estado: uma criança de 4 anos com complicações neurológicas e imunodeprimida de Paranaguá, um homem de 49 anos que reunia dois fatores de risco (tabagismo e obesidade), que morreu em Foz do Iguaçu, e três idosos com comorbidades dos municípios de Sarandi, Três Barras do Paraná e Grandes Rios.
"A palavra de ordem é manter o estado de alerta tanto na prevenção quanto no atendimento e tratamento. Estamos trabalhando para que o paciente tenha acesso mais imediato à medicação do antiviral Tamiflu quando chegar com o quadro gripal que envolve febre alta, dores no corpo e na garganta e dificuldades de respirar", assegurou Lopes.
De acordo com a Sesa, houve ampla adesão das 22 Regionais de Saúde ao protocolo de atendimento determinado para os casos de gripe. Até o final de julho, foram entregues 235 mil tratamentos com o antiviral. "É sinal que o atendimento está entendendo que, na dúvida, precisa utilizar o antiviral para evitar as complicações mais graves e as mortes", concluiu.


