Sesa confirma 115 casos de gripe A em uma semana
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segunda-feira, 23 de maio de 2016
Viviani Costa<br>Reportagem Local 
O número de casos confirmados de gripe A no Paraná saltou de 446 para 561 em apenas uma semana. O novo boletim com a estatística atualizada de pessoas infectadas pelo vírus H1N1 foi divulgado no final da tarde pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). De janeiro até ontem, 37 pessoas morreram no Paraná, sendo sete em Foz do Iguaçu, cinco em Curitiba, três em Marmeleiro, outras três em Apucarana, duas em Maringá e duas em Londrina. Também foram registrados óbitos nas cidades de Antonina, Quitandinha, São José dos Pinhais, Rio Azul, Chopinzinho, Francisco Beltrão, Espigão Alto do Iguaçu, Nova Aurora, Campo Mourão, Umuarama, Andirá, Cornélio Procópio, Toledo e Nova Tebas.
A campanha de vacinação contra a gripe, encerrada na última sexta-feira, terminou com 2,6 milhões de pessoas imunizadas no Paraná. A meta de vacinação foi superada e chegou a 89%. No entanto, apenas o grupo das gestantes não atingiu a meta de 80% determinada pelo Ministério da Saúde. Ao todo, 68% do total receberam as vacinas.
A campanha não será prorrogada no Estado, mas, de acordo com a assessoria de imprensa da Sesa, 30 mil doses que haviam sido solicitadas pelo governo ao Ministério da Saúde serão distribuídas nesta semana a alguns municípios. As cidades serão escolhidas durante reunião da Comissão Estadual de Infectologia.
Em Londrina, crianças entre 6 meses e 5 anos incompletos, gestantes e mulheres no pós-parto terão mais uma semana para procurar as unidades básicas de saúde e receber as doses. Durante a campanha, 140.164 pessoas foram vacinadas - o número representa 98,5% do público-alvo. Porém, apenas 56,9% das gestantes e 65% das mulheres no pós-parto foram imunizadas. "Nessas metas populacionais, nós trabalhamos com projeção de números. Você tem um bom percentual de gestantes que fizeram a vacinação na rede privada", justificou.
De acordo com o secretário municipal de Saúde, Gilberto Martin, pouco mais de 7 mil doses estão disponíveis nos postos. Parte delas deve atender crianças menores de 2 anos que devem receber um reforço na imunização. "Cobrir os grupos de risco significa criar, indiretamente, uma espécie de um cinturão de proteção. Esses grupos são mais suscetíveis a contrair a doença, são os que têm maior risco de complicação e óbito e, por sua vez, são as que mais contribuem para a distribuição e difusão do vírus", apontou. Idosos, portadores de doenças crônicas, indígenas, profissionais da área da saúde e do sistema prisional e detentos também foram imunizados. Desde janeiro, a Secretaria Municipal de Saúde já confirmou 28 casos de H1N1 em Londrina. Duas mortes foram contabilizadas pelo Estado e uma terceira já foi confirmada pelo município.


