Sesa confirma 11ª morte por dengue no Estado
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terça-feira, 05 de maio de 2015
Celso Felizardo<br>Reportagem Local 
Londrina O novo boletim da dengue, divulgado ontem pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesa), confirmou mais uma morte em decorrência da doença no Paraná. A pessoa não identificada, moradora no município de Floresta, área de abrangência da 15ª Regional de Saúde de Maringá, é a 11ª vítima da dengue no ano. Outros 11 casos suspeitos aguardam resultados de exames para confirmar a suspeita de morte por dengue. As regionais de saúde de Maringá e Toledo lideram o ranking de mortes, com três cada; seguida pelas regionais de Umuarama e Paranavaí (2) e de Londrina (1).
Em um pouco mais de uma semana, a Sesa registrou 1.882 novos casos da doença, aumento de 17% (de 10.946 para 12.828) no ciclo iniciado em agosto do ano passado. Do total, são 11.956 autóctones e 872 importados. As notificações saltaram de 47.893 para 52.475. O 16º boletim epidemiológico aponta que 55 municípios paranaenses estão em situação de epidemia. Os municípios epidêmicos se concentram nas regiões norte, noroeste e oeste. A pior situação é a de São João do Caiuá (Noroeste), que tem taxa de incidência de 15.832,09 por 100 mil habitantes.
A Sesa divulgou que os profissionais de vigilância têm mantido o alerta para novos casos de dengue, principalmente pela situação de epidemia de outros estados brasileiros, como São Paulo, que registra o maior número de casos de dengue do País. "Com o aumento de estados em situação de epidemia, é importante que as equipes de saúde estejam atentas aos sintomas da doença, mesmo que em sua região não exista registro de circulação da dengue. O diagnóstico correto pode salvar vidas", disse o secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto.
A Secretaria insiste que a estratégia mais eficiente para controle da dengue e outras doenças transmitidas pelo Aedes é a de eliminar os focos de mosquito. As equipes de saúde advertem que qualquer quantidade de água parada pode se tornar um criadouro. "Mesmo uma tampinha de refrigerante ou o pote de água dos animais de estimação pode se tornar um criadouro. Por isso, é essencial que todos examinem o ambiente onde vivem e trabalham para eliminar recipientes que acumulam água", alertou a chefe do Centro Estadual de Vigilância Ambiental, Ivana Belmonte.


