A reitora da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Lygia Puppato, convocou ontem uma reunião com o Conselho Administrativo (CA) da instituição na qual foi acertado que os servidores que não compareceram ao trabalho anteontem, devido à paralisação de protesto, deverão repor o dia perdido ou terão o valor referente descontado do salário. ''A reposição é inerente às atividades ligadas à educação e à saúde. Este procedimento já foi adotado outras vezes, tanto que os professores ainda estão colocando o calendário de aulas em ordem devido à última greve'', justificou a reitora.
O presidente da Associação dos Servidores Técnico-Administrativos da UEL (Assuel), Itamar Rodrigues do Nascimento, disse que a decisão caiu como uma ''bomba'' para os servidores. ''Vamos fazer uma assembléia na próxima terça-feira para definir qual estratégia vamos adotar contra essa medida'', disse. Ele alega que o Conselho foi convocado de forma repentina e não com 48 horas de antecedência como prevê o regime da universidade. ''Em casos de urgência como este não há necessidade do cumprimento do prazo'', alegou a reitora. A assembléia será realizada às 14 horas no Pinicão.
Segundo Nascimento, a paralisação dos servidores foi a maneira encontrada para sensibilizar o governo sobre os prejuízos de uma greve caso não haja negociação para o reajuste. Os servidores reivindicam reajuste salarial de 62% e a aprovação de um Plano de Cargos e Salários (PCCS).
Amanhã, o Comitê Estadual em Defesa do Ensino Superior se reune em Cascavel para avaliar o movimento em todo o Estado e definir a data para uma nova mobilização que, segundo o presidente da Assuel, poderá ser 28 de maio ou 1º de junho. O vice-reitor da UEL, Eduardo Di Mauro, caracterizou a manifestação em Londrina como antidemocrática. ''Foi um bloqueio físico e não pelo convencimento'', afirmou.

mockup