Servidores também são vítimas
A taxa de policiais que foram vítimas de homicídios no Paraná também aumentou. Enquanto, em 2013, cinco policiais foram assassinados, no ano passado este número aumentou para 24, variação de 380%. Três das vítimas foram policiais civis e o restante militares. A maioria deles (16) estava fora do horário de serviço. "O ideal seria que o policial não precisasse fazer bicos, mas a realidade não é essa. Para complementar a renda, eles se arriscam em serviços de segurança e é nestas condições que ocorrem as mortes", alerta o cientista social Pedro Bodê.
Por meio de nota, a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) avaliou que o número de policiais mortos fora do serviço não pode ser analisado dessa forma. "Enquanto está em serviço, o profissional de segurança pública faz parte de uma equipe, ou seja, participa de abordagens padrão com mais policiais, em viaturas oficiais, e se prepara para isso. Já durante a folga, o policial é quem sofre a abordagem do bandido e pode acabar surpreendido no comércio ou no trânsito, por exemplo, e é obrigado a reagir", pontua a nota.
Bodê avalia que a morte de policiais é uma resposta dos criminosos à letalidade das forças. "A polícia que mata predispõe os criminosos a serem mais letais. Como sabem o que pode ocorrer em uma operação policial, eles partem para o tudo ou nada. Assim, cria-se um círculo vicioso." O Rio de Janeiro é o estado que teve mais policiais mortos no ano passado. Foram 98, no total. São Paulo aparece na sequência com 91 mortos, seguido pela Bahia (30) e pelo Paraná. (C.F.)





