Londrina - Os servidores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) promovem hoje duas assembleias para mobilizar a categoria e pressionar o governo do Estado a cumprir a promessa de apresentar uma contraproposta de reformulação do PCCS (Plano de Cargos, Carreiras e Salários) no próximo dia 15. A primeira será às 11 horas no auditório do Hemocentro do Hospital Universitário e a segunda será às 14 horas no anfiteatro de Morfologia do Centro de Ciências Biológicas (CCB).
O Sindicato dos Servidores Públicos Técnico-Administrativos da UEL (Assuel) ameaça paralisar a categoria caso o prazo não seja cumprido. ''Estaremos atentos à postura da Secretaria de Administração. Havia um acordo para que esta contraproposta fosse feita amanhã (hoje), mas já sabemos que isso não vai acontecer. Vamos manter a categoria mobilizada e a greve não está descartada'', explica o presidente do sindicato, Marcelo Seabra.
A assessoria de comunicação da Secretaria de Estado da Administração e Previdência (Seap) informou que a data de 5 de junho foi apenas ''uma sugestão'' que surgiu no decorrer da negociação, mas que ''nunca foi confirmada''.
Segundo a secretaria, o novo titular da pasta, Jorge Sebastião de Bem, adiou o encontro com os servidores para o dia 15 por causa da sua participação no 5º Congresso Consad de Gestão Pública, na capital federal. A assessoria disse que a proposta que será apresentada vai respeitar os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal.
Conforme informações da Assuel, em junho de 2011 o Tribunal de Justiça (TJ) julgou inconstitucionais dois artigos que tratavam da promoção dos servidores das universidades estaduais. Mesmo antes desta data, os sindicatos já cobravam do Palácio Iguaçu a reformulação do PCCS.
Um grupo de trabalho formado por representantes dos sindicatos, Pró-Reitorias de Recursos Humanos das universidades e técnicos da Secretaria de Ciência e Tecnologia (SETI) foi instituído para elaboração do novo PCCS.
Após cinco meses de trabalho, a SEAP apresentou aos sindicatos um parecer da Procuradoria Geral do Estado (PGE), contestando diversos pontos da proposta apresentada pelo grupo de trabalho.
Na versão dos servidores, a SEAP se comprometeu na época em apresentar nova proposta até 15 de fevereiro, o que não aconteceu. Uma série de manifestações ocorreram nas universidades culminando com uma paralisação do dia 7 de março na UEL e com uma passeata em Curitiba no dia 14 daquele mês.Com a conclusão de um outro estudo em 22 de maio, a apresentação da proposta ficou para o início deste mês.
Sindiprol
Os professores das universidades estaduais também reclamam da demora no envio do projeto de lei que equipara o salário inicial dos professores universitários aos dos técnicos de nível superior para a Assembleia Legislativa. Segundo o Sindiprol, o governo havia se comprometido a enviar uma proposta já previamente acordada até o dia 1º de maio. Pelo acordo, os professores teria quatro reajustes anuais de 7,14% para corrigir a diferença salarial. Hoje um professor universitário das universidades estaduais ganha R$ 1.901,07 no começa de carreira.

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