Servidores são rebaixados em eleições da UEL
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terça-feira, 06 de dezembro de 2011
Danilo Marconi <br> Equipe Bonde 
Londrina - O Conselho Universitário da Universidade Estadual de Londrina (UEL) alterou o regimento interno que trata sobre eleições na institutição. A votação, ocorrida na manhã de ontem, alterou o voto paritário e deu mais peso aos docentes nos processos eleitorais.
Pela aprovação do Conselho Universitário, os votos dos professores têm peso 70%, servidores, 20% e estudantes, 10%. A proposta recebeu 24 votos favoráveis e houve cinco abstenções.
Após a votação, funcionários e alunos abandonaram a reunião como forma de protesto. ''Isso é antidemocrático'', criticou o presidente do DCE, Arthur Montagnini. O Sindicato dos Servidores Públicos Técnico-Administrativos da UEL (Assuel) vai tentar anular a votação do Conselho. ''Entendemos que o colegiado deve estar em sua plenitude. Os discentes tinham cinco cadeiras e apenas quatro pessoas representadas'', explicou o presidente da Assuel, Marcelo Seabra. A reunião contou com a presença de 46 dos 52 conselheiros.
Paralisação
A Assuel não descarta a possibilidade de realização de uma nova assembleia que pode decidir pela paralisação da categoria caso não sejam atendidos os pedidos de melhorias das condições de trabalho e de revisão dos cortes dos adicionais de insalubridade em alguns setores. A informação é do presidente Marcelo Seabra, que destaca que não houve possibilidade de recorrer da medida cautelar que impediu a paralisação de atividades porque a decisão do juiz Elias Duarte Rezende foi publicada em um domingo.
Entre os setores que seriam atingidos estão os de lavanderia e a divisão de nutrição e dietética da Hospital Universitário (HU) e o Restaurante Universitário, localizado no campus.
De acordo com Seabra, não houve sinalização por parte da administração de que haveria negociação para melhoria das condições de trabalho ou mesmo que fosse revisada a medida de corte do adicional de insalubridade para alguns setores.
A reitora Nádina Aparecida Moreno, por sua vez, concorda que o movimento é legítimo, mas que a medida cautelar foi apresentada para evitar que os serviços essenciais fossem paralisados. ''Nós consideramos essenciais os serviços prestados pelo HU, pelo RU e os 30% dos servidores, mas em nenhum momento fomos contra a paralisação dos centros de estudos'', argumentou.
Nádina explica que foi comunicada pela Assuel apenas verbalmente que havia a possibilidade de paralisação dos servidores, mas que nenhum documento oficial foi protocolado apresentando as razões pelas quais os funcionários iriam parar. Seabra rebate e afirma que a Assuel protocolou os comunicados sobre os motivos da paralisação.(Colaborou Vítor Ogawa/Reportagem Local)


