Servidores prometem parar campus da UEL e hospitais
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terça-feira, 11 de setembro de 2012
Danilo Marconi <br> Reportagem Local 
Londrina - Servidores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) prometem parar hoje a maior parte das atividades no campus universitário. A categoria havia deliberado pela greve na última semana.
Na UEL são 3,6 mil funcionários públicos. O grupo reivindica mudanças no plano de cargos, carreiras e salários (PCCS) depois que dois artigos que tratavam sobre promoção e progressão das carreiras foram declarados inconstitucionais pela Justiça.
''Esses artigos tratam sobre a forma como o servidor vai progredir na carreira, tanto na forma vertical (promoção) como horizontal (progressão). Gostaríamos de ver esses direitos assegurados'', afirmou o presidente do Sindicato dos Servidores Técnico-administrativos (Assuel), Marcelo Seabra.
As negociações com o governo se arrastavam havia mais de um ano. ''Falta compromisso ao governo. Ele ficou de apresentar uma proposta no dia 27, o que não aconteceu'', criticou.
Os servidores prometem realizar manifestação nos acessos ao campus da UEL. Depois haverá assembleia ao lado do Restaurante Universitário (RU), que não deve funcionar hoje. Uma passeata está marcada no campus às 10 horas. De acordo com o Sindicato do Professores (Sindiprol), as aulas estão mantidas na UEL.
A paralisação também deve afetar os serviços nos três hospitais mantidos pela UEL (Universitário, Clínicas e Veterinário). Apenas serviços essenciais serão mantidos pelos servidores. ''No HU vamos manter aquilo que a lei determina, mínimo de 30%'', comentou o sindicalista.
A greve não deve comprometer o processo de inscrição para o vestibular 2012, aberto no dia 13 de agosto, e que se encerra depois de amanhã.
A administração da UEL garantiu, após reunião com a direção da Assuel, que os serviços essenciais não serão prejudicados.
UTFPR
Mais de 700 estudantes voltaram a frequentar ontem o campus da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) de Londrina. No entanto, poucos estiveram em sala de aula.
A UTFPR Londrina é uma das cinco instituições que retomaram as atividades no Paraná (a greve continua em outros sete campus no Estado). ''Temos autonomia para reiniciar as aulas. Cada campus tem calendário próprio'', explicou o professor Claudio Takeo.
Universitários participaram de uma reunião ontem de manhã com professores, que estiveram em greve por 111 dias. Os docentes descreveram como foram as negociações com o governo e quais as propostas de melhorias para a instituição no futuro.
Cada curso vai programar a retomada das atividades para conclusão do primeiro semestre do ano letivo. Só depois o calendário para o segundo semestre será apresentado. As aulas devem terminar em fevereiro de 2013.


