Curitiba- O governo do Paraná quer aumentar os investimentos no Sistema de Atendimento à Saúde (SAS) do servidor devendo passar a aplicação de R$ 18,70 por pessoa/mês este ano, para cerca de R$ 23,00 em 2005. Com isso, o servidor passa a ter acesso a serviços que hoje não são prestados como cirurgias cardíacas, próteses, transplantes, ressonância magnética e outros procedimentos de alto custo.
Para ter a cobertura completa dos serviços, porém, o servidor poderá optar por um plano contributivo. O servidor que hoje não tem gasto com o SAS passará a contribuir mensalmente com um valor a ser definido para ter acesso a um plano complementar, diferenciado do que é oferecido atualmente. A informação foi dada ontem pelo diretor do Departamento de Assistência à Saude (DAS) da Secretaria da Administração do Paraná, Cesar Luiz Abicalaffe.
De acordo com Abicalaffe, tanto as entidades de medicina privada ou públicas convivem com poucos recursos e aumento nos custos dos procedimentos. O consultor norte-americano, Dan Smigelski, fez um relato sobre o comportamento das instituições hospitalares dos Estados Unidos diante das crises administrativas e econômico-financeiras. Entre os 5 mil hospitais dos EUA, pelo menos 100 entram em crise, sendo que o maior problema também é o mau gerenciamento.
Para Smigelski, a diferença é que naquele País, o reembolso do governo e das empresas seguradoras aos hospitais é rápido, o que evita que entrem em crise. Se isso acontece, empresas de consultoria recorrem a índices já configurados para casos de mau gerenciamento e rapidamente conseguem tirar hospitais da crise. Esses índices dimensionam os custos com todos os serviços oferecidos, a começar pelo número de pessoas que entram numa sala cirúrgica para fazer uma cirurgia, explicou.

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