Servidores param novamente dia 28
MOBILIZAÇÃO
Servidores param novamente dia 28
Os servidores do Poder Judiciário anunciaram para o próximo dia 28, a partir das 13 horas, nova paralização de suas atividades em todo o estado. Neste dia, os 4,5 mil serventuários vão analisar a possibilidade de entrar em greve geral. A mobilização busca pressionar o governo do estado e a presidência do Tribunal de Justiça para que sejam retomadas as negociações que permitam a reposição das perdas salariais da categoria, que chegam a 53%.
A categoria realizou na última quarta-feira, uma paralisação na maioria das comarcas paranaenses. Em Curitiba, a mobilização aconteceu em frente ao prédio do Tribunal de Justiça, no Centro Cívico. Durante a mobilização, uma comissão de servidores tentou ser recebida pelo presidente do TJ, desembargador Sydney Zappa, que não atendeu o pedido dos manifestantes. A alegação da assessoria do tribunal é que a reunião não estava agendada previamente.
A direção do movimento contestou a afirmação, e considerou a atitude de Zappa uma ofensa à categoria. O diretor do Sindicato dos Servidores da Justiça do Estado do Paraná (Sindijus), Mário Montanha, acredita que a decisão de Zappa fortaleceu o movimento, que agora está ainda mais unido em torno da proposta de reposição salarial, relativa ao período entre junho de 1992 a fevereiro de 1994.
Montanha explicou, que a reivindicação corresponde a um período em que o princípio da isonomia entre os poderes não foi respeitado. Em razão disso, os servidores do executivo e do judiciário acabaram recebendo reajustes salariais com percentuais diferentes, o que é ilegal.
O Sindijus acabou entrando com ações na Justiça obtendo vitória. Montanha criticou a posição do governo do estado, que em um primeiro momento se dispôs a realizar os pagamentos de forma parcelada, mas que em seguida, entrou com recurso judicial contestando os percentuais de reajuste.
As críticas do diretor do sindicato também atingem o TJ. No entender do diretor, o tribunal deveria se envolver no processo em busca de resolver o impasse, em razão de ser um dos responsáveis pela atual situação. Foi o TJ que na época se deixou pressionar pelo governo e aceitou reajustes diferenciados, acusou. Para a direção do Sindijus, o governo só não realiza a reposição salarial por falta de vontade política, uma vez que o reajuste representaria apenas 0,5% do total da folha de pagamento do estado.





