Servidores páram em Campinas e deixam hospitais sem atendimento
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quarta-feira, 19 de maio de 1999
Por Milton Bridi 
Campinas, SP, 20 (AE) - O reinício da greve dos servidores municipais deixou muitos doentes sem atendimento médico hoje em Campinas. O setor de saúde entrou em colapso no segundo dia de paralisação, com adesão de 70% dos funcionários do setor. O movimento pode ganhar amanhã (21) apoio das áreas da educação e também de vários setores operacionais, como limpeza de parques e jardins e dos funcionários das cinco regionais.
Por causa da paralisação, o movimento no Hospital Celso Pierro, da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCAMC)
aumentou 50%. Segundo a direção do hospital, em dias normais são feitas cerca de 500 consultas. O hospital diz não dispor de infra- estrutura para atender a todos. O tempo médio de espera da consulta hoje foi de cinco horas.
"Já fui em dois locais e não consigo marcar uma consulta para saber o que tenho no pé" , disse a dona de casa Maria Cecilia Andrade em frente o Hospital Mario Gatti, q uem tem 3,5 mil funcionários mas oferecia apenas casos de emergência hoje. As cirurgias marcadas com antecedência foram canceladas.
A situação foi idêntica nos prontos socorros dos hospitais Ouro Verde e São José, ambos na periferia do município. O mesmo transtorno passou quem precisou de atendimento médico nos postos de saúde. Segundo o comando de greve, 31 dos 44 postos existentes aderiram ao movimento. A paralisação atingiu também o serviço atendimento médico de urgência (SAMU). Apenas cinco das 12 ambulâncias da unidade circularam nos últimos dois dias.
Os servidores em greve protestam contra a falta de pagamento do adicional de insalubridade e periculosidade. Pelo mesmo motivo servidores haviam parado as atividades no início do mês , mas depois decidiram voltar ao trabalho com a promessa de que o benefício não seria cortado. A prefeitura alega agora que não efetuou ainda o pagamento porque não dispõe de recursos financeiros.


