Servidores paralisam hospitais-escola
Agência Estado
Arquivo FolhaO ministro Paulo Renato Souza envia projeto de lei das gratificações para professores ao Congresso na segundaOs serviços ambulatoriais dos hospitais universitários do Espírito Santo e do Paraná foram interrompidos ontem por causa da greve dos servidores técnicos-administrativos. Três outros hospitais, do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Norte, deverão parar na segunda-feira. Hoje o comando de greve dos servidores tem uma nova rodada de negociações com o Ministério da Educação.
Um dos coordenadores da Federação dos Sindicatos de Servidores das Universidades Brasileiras (Fasubra), José Maria Castro, disse ontem em Brasília, após reunião com técnicos do Ministério da Educação, que houve um avanço nas negociações. O governo, segundo ele, já admite estudar uma contraproposta do movimento. O MEC propôs uma reclassificação de cargos para os servidores de nível de apoio e médio, mas só ofereceu gratificação aos de nível superior. Os servidores rejeitaram a proposta.
Castro ressaltou que, por enquanto, permanece a decisão dos servidores de parar serviços ambulatoriais dos hospitais universitários e centros de processamento de dados das instituições.
O comando de greve dos professores universitários vai apresentar ao governo uma contraproposta salarial de reajuste médio de 47,17% nos salários básicos da categoria, o que elevaria de R$ 2,4 bilhões para R$ 3,2 bilhões os gastos anuais do MEC com a folha de pagamento dos docentes das instituições federais. A proposta será submetida às assembléias estaduais, que poderão optar por manter a reivindicação inicial de um reajuste linear de 48,65%.
O comando geral entregará ao MEC na terça-feira a contraproposta, mesmo depois de o ministro Paulo Renato Souza ter anunciado a decisão de enviar, na segunda-feira, ao Congresso, o projeto de lei das gratificações.
De acordo com a presidente da Associação Nacional dos Docentes (Andes), a proposta de reajuste médio de 47,17% prevê um aumento do piso dos salários iniciais e dos valores atualmente concedidos como incentivo à titulação e à dedicação exclusiva dos professores. Os aumentos vão de 20,40% à 70,83% sobre os salários básicos dos professores. Os níveis iniciais teriam benefício maior, como forma de incentivo ao acesso à carreira.
O aumento do piso propõe, por exemplo, que o salário básico do professor auxiliar nível 1 passe de R$ 132,31 para R$ 195,00. Além do aumento do piso, o incentivo para o professor mestre passaria de 25% para 40% do valor do salário e, no caso do professor doutor, o incentivo pularia de 50% para 80%. A diferença da proposta da Andes para a do MEC, segundo os grevistas, é a que o Ministério associa a gratificação à produtividade dos professores. ‘‘No nosso caso estamos propondo um aumento com base na carreira’’, argumentou o professor Carlos Paiva.
Provão Cerca de 138 mil alunos que estão concluindo ou já concluíram os cursos de administração, direito, engenharia civil, engenharia elétrica, engenharia química, jornalismo, letras, matemática, medicina veterinária e odontologia fazem Amanhã o Exame Nacional de Cursos (o provão). O início das provas será às 13 horas.

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