Servidores municipais de Campinas entram em greve
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quinta-feira, 30 de setembro de 1999
Por Clayton Levy 
Campinas, SP, 01 (AE) - Os servidores públicos municipais de Campinas entraram em greve hoje (01) por tempo indeterminado, em protesto contra a decisão da prefeitura de parcelar e atrasar salários de ativos e benefícios de aposentados e pensionistas. É a quarta paralisação da categoria esse ano pelo mesmo motivo. Segundo o Sindicato dos Funcionários Públicos Municipais, 9 mil dos 14 mil servidores não receberam os salários que deveriam ter sido depositados ontem (30).
Apenas os funcionários com salários até R$ 675,00 receberam em dia. Mesmo assim, segundo o sindicato, pelo menos 300 deles foram surpreendidos com descontos referentes a convênio médico, vale-transporte e empréstimos. "Teve trabalhador que recebeu o contracheque zerado", disse o diretor do sindicato, Fábio Custódio.
Segundo Custódio, o desconto integral do plano de saúde é proibido por uma determinação da 10ªVara Civel de Campinas. Até as 15 horas o sindicato e a prefeitura ainda não tinham um balanço da greve. A paralisação afetou principalmente o hospital municipal Mário Gatti, onde foram atendidos apenas os casos de urgência e emergência. Caso a greve continue, a partir de segunda-feira as cirurgias eletivas também serão suspensas.
A direção do hospital informou que, dos 460 enfermeiros e atendentes, metade havia aderido à greve. Os médicos continuaram trabalhando, mas ameaçam aderir nas próximas horas. A paralisação não afetou as escolas municipais, que funcionaram normalmente. De acordo com o sindicato, os pais seriam comunicados ainda hoje o movimento.
O prefeito Chico Amaral (PPB) disse a greve "não tem sentido". Ele alegou bsoluta falta de recursos para o atraso e parcelamento dos salários. "Precisamos pagar fornecedores para não paralisar a administração; é melhor atrasar os salários do que interromper a merenda escolar", afirmou. Amaral disse que os salários serão repostos de acordo com a entrada de novos recursos.


