Servidores municipais de Cambé, região metropolitana de Londrina, deflagraram greve nesta terça-feira (14) por tempo indeterminado. Os trabalhadores reivindicam 17,7% de reposição salarial, sendo 7,7% de reajuste inflacionário (INPC) e 2,3% de aumento real. Melhorias nas condições de trabalho e aumento de R$ 60 para R$ 150 no vale alimentação também estão na lista de exigências.

Cerca de 100 servidores estão reunidos em frente à sede do Sindicado dos Servidores Públicos Municipais de Cambé (Sindiserv) nesta manhã e seguem em direção ao prédio administrativo da Prefeitura. Carregando cartazes de protesto, os servidores pedem a presença do prefeito. "Estamos na rua, prefeito a culpa é sua", gritam eles.

Imagem ilustrativa da imagem Servidores municipais de Cambé deflagram greve; prefeito fala em radicalização
| Foto: Viviane Costa/Equipe Folha



Serviços essenciais de saúde operam com contingente reduzido. O Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) atende com apenas 30% do efetivo, mesmo percentual dos funcionários que realizam a coleta de lixo no município. Nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) do centro, Jardim Santo Amaro, Guarani, Jardim Silvino e Unidade de Pronto Atendimento (UPA) há ausência parcial de funcionários.

As escolas municipais Santos Dumont e Professora Lourdes Gobi Rodrigues fecharam as portas e dispensaram os alunos. As zeladores do Centro Municipal de Educação Infantil (CEMEI) Eufrazina Minervina de Jesus optaram pela paralisação e as atividades da creche foram suspensas. O CEMEI Zilda Arns Neumann atende normalmente, mas com pessoal reduzido.

Segundo o Sindiserv, a categoria tenta negociar o reajuste desde janeiro com a Prefeitura; a data-base é março.

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O chefe do Executivo, João Pavinato, propõe a reposição de 7,7%. Segundo ele, o aumento real não é possível devido à falta de repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) pelo governo Federal. "Eu não posso dar aumento hoje para que, daqui um mês, ocorra outra paralisação por não recebimento de salários. Abrimos nossas contas para o sindicato, mostramos todos os valores arrecadados e eles não entenderam", disse em entrevista ao Portal Bonde.

O prefeito adiantou, ainda, que vai recorrer à Justiça para reverter a greve. "Entendemos essa atitude como radicalização do sindicato". Apesar disso, Pavinato disse estar disposto a "acolher qualquer conversa com a entidade" para reafirmar a proposta de reajuste inflacionário.

(Com informações da repórter Viviani Costa, da Folha de Londrina).

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