Servidores mantêm ameaça de greve
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 20 de abril de 2004
Agência Folha 
Brasília, DF- Os sindicatos de servidores públicos federais rejeitaram a proposta de reajuste apresentada pelo governo e mantiveram a ameaça de entrar em greve a partir de 10 de maio. Após reunião da mesa de negociação com o governo realizada ontem, 10 das 11 entidades sindicais presentes recusaram a proposta, que prevê reajuste acima de inflação para 905 mil servidores.
Segundo o Ministério do Planejamento, apenas a Fasubra, que reúne funcionários de universidades (mas não professores), aceitou o reajuste oferecido.
Há quase duas semanas o governo ofereceu a 373 mil servidores da ativa aumentos salariais que variam entre 12,85% e 32,27% e será dado por meio de gratificações. Já a para 532 mil servidores aposentados foram oferecidos reajustes de 9,50% a 29,38%.
O secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, voltou a afirmar que essa proposta é ''final'' e ''definitiva'' e que o governo não fará novas concessões aos servidores.
PFO presidente da Federação Nacional dos Policias Federais (Fenapef), Francisco Garisto, garantiu ontem que a operação-padrão da Polícia Federal só deve recomeçar a partir da semana que vem nos portos, aeroportos e fronteiras do país. Por enquanto, só recomeçamos no Rio Grande do Sul, afirmou ele, assegurando que, na próxima sexta-feira o comando nacional de greve vai decidir qual a estratégia a ser adotada nos demais estados.
O presidente da Fenapef disse que a promessa de corte de ponto por parte do governo não está intimidando o movimento grevista, que ontem completou 43 dias de paralisação. Ele lembrou que mesmo o governo recorrendo à Justiça, a entidade está ganhando sempre. ''Nós acabamos de ganhar na 2 Instância no Paraná, na Bahia e em São Paulo'', disse.


