Servidores federais querem reajuste de 63,68%
Servidores federais querem reajuste de 63,68%15/Mar, 18:28 Por Wilson Tosta Rio, 15 (AE) - Sindicatos dos servidores públicos federais vão tentar incorporar às discussões da comissão especial da Câmara que debate o aumento do salário mínimo uma das principais reivindicações de sua campanha salarial de 2000: reajuste de 63 68% para o funcionalismo da União. A informação foi divulgada hoje por representantes de entidades sindicais de diferentes categorias de funcionários, que esperam decidir numa reunião em Brasília, no próximo dia 1º, a data do início de uma greve nacional. A paralisação deverá ocorrer na primeira quinzena de maio, no caso de o governo não abrir negociações. "Não sabemos se a repercussão vai ser a mesma da ameaça de greve dos juízes, que ganharam aquele 'auxílio-casinha'", ironizou Lucia Reis, tesoureira da Central Única dos Trabalhadores no Rio, referindo-se ao auxílio-moradia concedido por liminar aos magistrados, para impedir a sua greve. Além do reajuste, cujo índice foi calculado pelo Dieese, os funcionários querem voltar a ter uma data-base -em lugar da anterior, 1º de janeiro, exigem que seja em 1º de maio- e o que chamam de "defesa do serviço público", segundo eles, sucateado. O funcionalismo não tem reajuste geral há seis anos, embora algumas de suas categorias tenham conseguido aumentos, abonos e outras vantagens no período. A pauta de reivindicações foi entregue ao governo no ano passado, mas, até hoje, não tinha havido nenhuma resposta. A categoria tem cerca de 1,2 milhão de pessoas em todo o País. Os sindicalistas, que lançaram hoje nos Estados a campanha, vão realizar uma marcha a Brasília no próximo dia 30, quando farão manifestação no Auditório Nereu Ramos, no Congresso Nacional. Os funcionários querem aproveitar o ano eleitoral, quando os políticos se mostram mais sensíveis a reivindicações, para conseguir apoios fora dos partidos de oposição à proposta de reajuste. Eles já fizeram uma primeira manifestação na Câmara em 9 de fevereiro, quando se reuniram com parlamentares e contactaram a comissão do salário mínimo. "A greve é um caminho extremo", disse José Roberto Alves Pereira, representante do Sindicato dos Servidores do Colégio Pedro II. Vitor Madeira, diretor do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Federal (Sintrasef), acusou o governo de não querer negociar. "Tudo que é privado o governo salva; o que é público, o governo entrega", criticou.





