Servidores federais fazem protesto de 24 horas
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terça-feira, 30 de maio de 2006
Fábio Galão<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Categorias que compõem o Movimento Nacional em Defesa do Estado Brasileiro fazem hoje paralisação nacional de 24 horas. Segundo Honório Ribeiro, do Sindicato Nacional dos Técnicos da Receita Federal (Sindireceita), cerca de 30 mil servidores federais paralisarão suas atividades. O movimento reivindica ações de valorização dos funcionários públicos concursados.
Servidores de várias categorias integram o movimento: analistas e técnicos de finanças e controle, analistas de comércio exterior, servidores do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), especialistas em políticas públicas e gestão governamental, auditores fiscais da Previdência Social, servidores da área de orçamento, funcionários da Superintendência de Seguros Privados, auditores fiscais do trabalho, servidores do Banco Central, funcionários da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), técnicos e auditores fiscais da Receita Federal e técnicos do planejamento.
Segundo Amarildo Baesso, presidente da Associação Nacional dos Especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental (Anesp), cerca de 70 mil servidores ativos compõem as carreiras envolvidas no Movimento Nacional em Defesa do Estado Brasileiro.
''Será uma paralisação de apenas 24 horas, com o objetivo de sensibilizar o governo (federal) para retomar as negociações. Pretendemos fazer uma discussão ampla sobre as carreiras do Núcleo Estratégico do Estado, bem como sobre a necessidade de retomada dos debates sobre a modernização do Estado brasileiro. Uma nova reunião das representações das carreiras está marcada para o início da próxima semana. Tudo dependerá de como evoluir a relação com o governo'', disse Baesso.
''Há consenso de que um Estado forte se constrói com carreiras bem estruturadas. Para isso, é importante não só estabelecer padrões de salários, que garantam o recrutamento de pessoas bem preparadas e comprometidas, mas também modelos de ascensão profissional dinâmicos e eficientes e de ocupação de cargos públicos que propiciem uma relação harmoniosa entre os aspectos técnicos e políticos'', explicou Baesso.
Nas últimas semanas, diversas categorias de servidores federais entraram em greve, como os funcionários da Justiça do Trabalho e os auditores fiscais da Receita. Os integrantes do movimento admitem que as paralisações podem atrair a antipatia da população, mas argumentam que qualquer benefício concedido aos servidores representa melhoria dos serviços públicos.
''A população brasileira sabe que sempre pôde contar com os servidores de carreira nos momentos de maior necessidade. As grandes crises por que têm passado as instituições políticas do nosso país dão um panorama da importância de profissionalizar o Estado, com o incremento de condições para garantir bons serviços públicos, como mais concursos, melhores condições de trabalho e salários dignos. O cidadão paga tributos e merece o melhor atendimento'', afirmou Rosa Maria Campos, do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait).


