Curitiba - Os servidores da previdência e policiais federais lotados no Paraná aderiram à paralisação de advertência, determinada pelas respectivas associações de classe com alcance nacional. Na Polícia Federal (PF), a paralisação acontece hoje e amanhã e deve atingir todas as delegacias do Estado, exceto Foz do Iguaçu, onde foi desencadeada uma operação contra corrupção desde ontem. Os servidores reivindicam salários e melhores condições de trabalho.
Conforme levantamento do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), das cinco agências que funcionam em Curitiba, todas permaneceram fechadas ontem. Na Região Metropolitana de Curitiba, ficaram fechadas as agências de São José dos Pinhais e Araucária. As agências de Fazenda Rio Grande e Campo Largo, também na Grande Curitiba, tiveram expediente normal.
Em Londrina, foi fechada a agência Shangri-lá e a do centro permaneceu aberta. Também estavem fechadas as agências de Ivaiporã, Apucarana, Arapongas, Cascavel, Foz do Iguaçu e Pato Branco.
Com a paralisação ficaram prejudicados os atendimentos aos pedidos de aposentadorias, pensões e auxílios-doença. O INSS e o Sindicato dos Servidores Públicos Federais em Sa© úde, Trabalho, Previdência e Ação Social (Sindiprev) no Paraná não souberam informar quantos dos 1,7 mil funcionários da Previdência no Estado aderiram ao movimento. Na sexta-feira haverá uma plenária em Brasília para avaliar a continuidade do movimento.
A Previdência Social também está com o atendimento de perícias médicas prejudicado em função da greve dos médicos peritos do instituto, que ontem entraram no sétimo dia de paralisação. O INSS admite atrasos na concessão de novos benefícios que dependem de perícia médica. De acordo com a assessoria de imprensa do órgão, as consultas para renovação de perícias de benefícios já concedidas estão sendo prorrogadas para não haver interrupção nos pagamentos.
Os policiais federais do Paraná vão atender a orientação da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) e devem fazer uma parada de emergência hoje e amanhã. No dia 17, haverá uma avaliação do movimento para decidirem uma possível greve.

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