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. | Foto: Saulo Ohara

Servidores e professores da UEL (Universidade Estadual de Londrina) decidem nesta semana se aderem à greve por tempo indeterminado dos funcionários do Estado do Paraná, que não recebem reposição de perdas inflacionárias no salário desde 2015. A pauta ainda inclui melhores condições de trabalho e pedidos específicos por segmento.

A paralisação por tempo indefinido é uma sugestão do fórum estadual dos sindicatos do Paraná, que negocia com o governo Ratinho Júnior (PSD) o cumprimento da data-base. No sábado (15), professores e servidores da rede estadual de ensino decidiram cruzar os braços a partir de 25 de junho e policiais civis votam a adesão ao movimento nesta terça (18). Policiais militares afirmam que apoiam o movimento.

Arnaldo Melo, presidente da Assuel - o sindicato dos técnicos administrativos da UEL -, diz que a discussão de paralisação dos serviços públicos foi decidido com sugestão de assembleia das categorias até o dia 22. A categoria vota se entra em greve na manhã desta quarta-feira (19) no campus da universidade e na tarde do mesmo dia no HU (Hospital Universitário). “Se deliberar por greve, para tudo e permanecem só serviços essenciais”, diz Melo.

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Melo afirma que precisa “dar uma explicação” para a sociedade do motivo da paralisação. “Minha explicação é que, em junho, vamos completar 41 meses sem reposição de inflação, sem nenhuma correção salarial. Isso deve dar, no mês de junho, 18% de perdas. Ou seja, para quem ganha R$ 1.000 por mês, significa perdas de R$ 180 reais no salário”, exemplifica

O presidente da Assuel também diz que a UEL está funcionando com um terço a menos de funcionários do ideal para a prestação de um trabalho adequado. "No HU, que tinha 1.600 funcionários, agora tem 970. Para corrigir, e não dá para ‘tocar’ sem, são contratados terceirizados, mas isso está sendo pago com verbas de custeio, ou seja, recursos que seriam para remédios e insumos, vai para mão de obra. O prejuízo é muito grande”, avalia.

O Sindiprol/Aduel, que representa docentes do ensino superior estadual de Londrina e região, convocou os professores da UEL, associados ou não, para a assembleia nesta quarta, às 14h, no Anfiteatro Maior do CLCH (Centro de Letras e Ciências Humanas), para debater a paralisação. A FOLHA tentou contato com o presidente da entidade, Ronaldo Gaspar, mas foi informada que ele estava em aula pela manhã.

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