Servidores dos Correios entram em greve
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terça-feira, 18 de setembro de 2012
Danilo Marconi <br> Reportagem Local 
Londrina - Assembleia dos servidores dos Correios e Telégrafos deliberou pela paralisação por tempo indeterminado dos trabalhos em Londrina e região. A categoria reivindica reposição da inflação (6,17%, índice do Dieese), com pagamento retroativo a data base (agosto), e 33,7% referentes as perdas salariais dos últimos anos. A empresa ofereceu 5,2%, a serem pagos a partir da assinatura do acordo trabalhista.
A assembleia dos servidores ocorreu ontem à noite em frente a Central de Tratamento de Cartas e Encomendas (CTCE), às margens da PR-445, na Zona Oeste. O contigente foi pequeno, apenas 68 funcionários dos 600 de Londrina participaram do ato deliberativo. Trinta e sete servidores votaram pela greve, 14 rejeitaram a paralisação e 15 pessoas se abstiveram. Ano passado, o governo tentou descontar sete dos 28 dias da greve dos servidores. Após negociação, esses dias foram repostos.
''É uma maneira de pressionarmos e também para mostrar que o pessoal está descontente com a falta de negociação por parte da empresa'', afirmou a diretora do Sintcom Paraná, Juliana Righeti.
Os Correios já recorreram da paralisação junto ao Tribunal Superior do Trabalho (TST). Uma audiência de concialiação está marcada para hoje de manhã, em Brasília.
O piso da categoria é de R$ 942, além de R$ 575 de vale-refeição e R$ 140 de cesta básica. ''Outro problema é a falta de efetivo e excesso de trabalho. Fora isso, a empresa tenta cortar benefícios adquiridos com plano de saúde. A empresa tenta sucatear nossa carreira'', criticou o diretor do Sintcom Paraná, Kleber Teixeira.


