Servidores do Judiciário também param e denunciam 'pressão'
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terça-feira, 28 de abril de 2015
Rafael Fantin <br>Reportagem local 
Londrina Servidores da Justiça aprovaram na noite da última segunda-feira paralisação de três dias no Estado do Paraná em assembleia realizada em Curitiba. De acordo com o Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário (Sindijus), apenas 30% das atividades essenciais serão mantidas para atendimento, principalmente, de réus presos e casos envolvendo crianças e adolescentes.
Segundo a diretora executiva do Sindijus, Andrea Ferreira, servidores reclamaram que foram "pressionados" pelas chefias e por magistrados a continuarem com o atendimento normal em comarcas da capital e no interior do Estado durante o primeiro dia de paralisação. "Houve pressão de juízes e chefes de setores pela manutenção do atendimento, o que prejudica a adesão dos servidores ao movimento aprovado pela categoria. Outros magistrados respeitam a posição dos servidores e apoiam a paralisação", afirmou.
A diretora informou que a interrupção do atendimento foi aprovada por causa do projeto de lei com alterações previstas na Paranaprevidência. Sem atividades durante a semana, o sindicato espera a adesão dos servidores da Justiça nos protestos do funcionalismo em frente à Assembleia Legislativa, onde tramita o projeto que autoriza a transferência de recursos do fundo previdenciário para o Tesouro do Estado.
Além disso, o Sindijus também defende a discussão da data-base unificada dos servidores com reajustes salariais previstos a partir do dia 1º de maio. "As perspectivas do Governo do Estado é de parcelamento ou de pagamento abaixo do esperado. Defendemos o reajuste e pagamento para todas as categorias do funcionalismo", acrescentou Andrea.
LONDRINA
Em Londrina, o diretor do Sindijus, João Ricardo Bento, informou que a mobilização dos servidores começa no início da tarde de hoje com um ato público em frente ao Fórum. "Vamos realizar panfletagem para esclarecer a população sobre a paralisação no atendimento e conscientizar os servidores da necessidade em defender o Paranaprevidência em benefício de toda a categoria de maneira apartidária", comentou.
Questionado sobre a suposta "pressão" sofrida por servidores participantes do movimento no Paraná, ele respondeu que o atendimento foi realizado normalmente em Londrina no primeiro dia de paralisação, mas ressaltou que a decisão da categoria precisa ser respeitada durante a suspensão dos serviços e protestos até quinta-feira.
A FOLHA procurou o Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) para comentar a denúncia de suposta coação de servidores para continuidade no atendimento durante as manifestações da categoria e paralisações. A assessoria de imprensa respondeu que a ouvidoria do órgão não havia recebido nenhuma reclamação até o final da tarde de ontem.


