Servidores do INSS mantêm paralisação
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terça-feira, 06 de novembro de 2001
Andréa Lombardo<bR>De Curitiba 
Os servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) decidiram ontem, em assembléia realizada em Curitiba, manter a greve iniciada no último dia 8 de agosto. Os grevistas prometem ''endurecer'' o movimento porque não receberam o salário de outubro, que deveria ser pago ontem. A decisão se estende a todos os Estados brasileiros. O Ministério da Previdência Social suspendeu o pagamento do salário de outubro de 15 mil funcionários em greve. A categoria está parada há 91 dias. O sindicato dos servidores da Previdência entrou com ação no Superior Tribunal de Justiça contra a suspensão dos pagamentos.
Hélio de Jesus, membro do comando de greve da Capital, disse que ontem foi cobrada da gerência regional do INSS uma posição em relação à folha de pagamento, mas foram informados que a determinação de suspender os salários foi do presidente Fernando Henrique Cardoso. ''Por conta do endurecimento do governo, vamos mudar a dinâmica do movimento'', declarou.
Os grevistas planejam ir hoje ao Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, e abordar os parlamentares que estiverem embarcando para Brasília. A intenção, segundo Jesus, é entregar um documento aos deputados federais mostrando a necessidade da intervenção parlamentar nas negociações para o fim da greve.
As 40 agências do INSS no Paraná continuam atendendo apenas as pessoas que procuram o auxílio-doença, auxílio-maternidade e pensão por morte. Os demais processos, como pedidos de aposentadoria, continuam parados. De acordo com a assessoria de imprensa do INSS, cerca de 400 pessoas em média estão sendo atendidas diariamente em Curitiba. Antes da greve, o número de atendimentos diários chegava a 500 por agência.
Os servidores reivindicam reajuste salarial de 75,48%, manutenção e extensão de Planos de Cargos, Carreiras e Salários e concurso público pelo regime jurídico único, entre outros benefícios.


