Servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) do Paraná entraram em greve na manhã de ontem para reivindicar reajuste salarial e melhores condições de trabalho. Os trabalhadores se juntam a outros 14 estados em que os serviços começaram a ser paralisados no último sábado. De acordo com o Sindicato dos Servidores Públicos Federais em Saúde, Trabalho, Previdência Social e Ação Social do Estado do Paraná (Sindprevs), a paralisação deve atingir as 73 agências no Paraná.
Além dos funcionários do INSS, funcionários de postos do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também participam da mobilização. Segundo o diretor sindical Lincoln Ramos, das 14 agências da região de Londrina, dez já haviam aderido à greve e as quatro restantes estavam com assembleias marcadas para os próximos dias.
Na principal agência do INSS em Londrina, na Rua João Cândido (centro), apenas serviços emergenciais foram mantidos, como os atendimentos de perícias médicas. Quem precisou dos serviços encontrou dificuldades. Ramos orientou a população a utilizar o atendimento telefônico pelo 135. "Pelo telefone, o usuário pode tirar dúvidas de como proceder no processo ou remarcar datas de atendimento", aconselhou. Ele observou que o serviço pode sofrer com congestionamento nos primeiros dias de greve.
Ramos explicou que a pauta de reivindicações foi dividida em dois blocos. O primeiro abrange a organização dos serviços, com pedido de realização de concurso público para reduzir a defasagem do quadro de funcionários, fim do assédio moral e repúdio às terceirizações. Já o segundo bloco trata da reivindicação de reajuste salarial de 27%, contra os 21,3% propostos pelo governo federal, a serem pagos de forma parceladas a partir do ano que vem até 2019.

ADESÃO

Nas agências da capital e em Foz do Iguaçu (Oeste), apenas as perícias médicas foram mantidas. A região mais atingida pela greve é a de Cascavel (Oeste), onde todos os serviços foram paralisados. "Cada agência define as ações, mas a adesão foi muito boa no primeiro dia e, agora, creio que atinja quase que a totalidade das agências", previu o sindicalista. Segundo ele, além das questões da categoria, os itens da pauta devem beneficiar toda a população com a melhoria do atendimento.
Além do Paraná, os trabalhadores também cruzaram os braços no Amapá, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. A Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps) fez uma reunião com a presidência do INSS, na segunda-feira.
A representante da presidência do INSS, Cinara Wagner Fredo, se comprometeu a agendar uma reunião entre os representantes da Fenasps e o ministro da Previdência Social, Carlos Gabas.

mockup