Servidores do Incra entram em greve hoje
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domingo, 17 de junho de 2012
Rubens Chueire Jr. <br> <br> Equipe da Folha 
Curitiba - Os cerca de 150 servidores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no Paraná entram em greve a partir de hoje e por tempo indeterminado. De acordo com a Associação dos Servidores do Incra do Paraná (Assincra-PR) a categoria reivindica reestruturação das carreiras, reposições salariais e melhorias das condições de trabalho.
A paralisação deve contar com uma série de manifestações em todo o Brasil, convocadas pela Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef). Conforme João Wagner, diretor da Assincra-PR, os servidores exigem reposição salarial de 22%, índice que corresponderia às perdas inflacionárias referentes aos últimos quatro anos. ''Não houve negociação com o governo e, com isso, decidimos paralisar os trabalhos para forçar um início de conversa'', afirma.
Na capital, um ato está programado para ocorrer a partir das 9 horas em frente à sede do Incra. Os servidores pretendem divulgar uma carta-denúncia elaborada por três entidades que representam a categoria. Com este documento, de acordo com o diretor da Assincra-PR, o objetivo é demonstrar o sucateamento a que os órgãos públicos estão sendo submetidos. ''Os concursos públicos para a área são pouco atraentes e isto provoca um esvaziamento do setor. Entretanto, o volume de trabalho vem aumentando. O quadro pessoal do Incra vem sendo reduzido ano após ano'', conta Wagner.
Com a greve, devem ser afetados serviços de certificação de imóveis rurais e de regularização fundiária. A estimativa da Assincra-PR é de que a quantidade de processos que aguardam despacho na superintendência do Incra no Estado aumente consideravelmente.
Segundo uma nota publicada pelo Assincra, o quadro pessoal do Incra foi reduzido de nove mil servidores, em 1985, para 5,7 mil trabalhadores, em 2011. No mesmo período, o órgão passou a atuar em uma área 32,7 vezes maior. O número de assentamentos geridos pelo Incra saltou de 67 para 8,7 mil.


