Os 1,5 mil servidores do Hospital Universitário (HU) e do Hospital de Clínicas (HC) vão engrossar a paralisação dos professores e dos funcionários da Universidade Estadual de Londrina (UEL), marcada para quarta-feira. A greve-relâmpago, confirmada em assembléia anteontem por professores e pelos outros servidores, é motivada por três reivindicações básicas: reposição salarial de 62% (referente ao período de 1997 a 2003), aprovação do Plano de Carreira, Cargos e Salários dos técnico-administrativos e suspensão da reforma universitária.
A decisão foi tomada ontem na segunda chamada da assembléia deliberativa da categoria. De acordo com a presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviço de Saúde de Londrina (Sinsaúde), Ana Maria da Cruz, a decisão em segunda chamada deu mais legitimidade a votação, que ontem envolveu cerca de 150 servidores. Anteontem, compareceram à primeira chamada apenas 100 servidores.
Na quarta-feira, o HU não deverá fazer cirurgias eletivas. Elas serão remarcadas. O tratamento aos internados e os atendimentos de urgência e emergência serão mantidos no período de paralisação, das 7 às 19 horas. No HC, as consultas também serão remarcadas para outra data. ''É importante que os pacientes colaborem e façam contato para saber a nova data da consulta'', orientou Ana Maria.
A sindicalista disse que até a quarta-feira haverá uma ''intensa mobilização'' para articular uma paralisação menos traumática. ''Vamos conversar com os pacientes internados, com os familiares visitantes e com os servidores que não compareceram à assembléia'', afirmou. Ontem mesmo a reitoria da UEL e a direção do HU foram informados sobre a greve-relâmpago, garantiu Ana Maria.

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