Londrina - A coordenadora do Fórum das Entidades Sindicais (FES), Marlei Fernandes de Carvalho, ressaltou que a entidade sugeriu que os outros sindicatos filiados coloquem a greve em votação em protesto contra o pacote de medidas que o governo encaminhou à Assembleia Legislativa, que muda as regras para a aposentadoria e corta gratificações salariais dos servidores públicos estaduais.
Entre as medidas propostas, está a criação de um regime complementar de previdência para os novos servidores, pelo qual os novos funcionários que seriam contratados não teriam mais direito a aposentadoria integral além do teto do regime geral de previdência, que é de cerca de R$ 4,7 mil.
Dois sindicatos já decidiram pela greve: a seção sindical dos docentes da Universidade Estadual de Ponta Grossa (Sinduepg) e a Assuel Sindicato, que reúne os servidores da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Ontem, os servidores do Hospital Universitário (HU) de Londrina e da UEL aprovaram greve a partir da próxima terça-feira.
O Sindiprol/Aduel, que reúne os docentes da UEL, e o Sinteemar, que representa funcionários e parte dos professores da Universidade Estadual de Maringá (UEM), decidiram por paralisação de 24 horas. Outros oito sindicatos realizarão assembleias nos próximos dias.
Diante do argumento do governo de que recursos do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) só estarão disponíveis a partir de abril, Marlei criticou: "Os servidores não podem ser penalizados por uma decisão tomada pelo próprio governo, que aumentou o IPVA em 40%". (V.O.)

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