Curitiba - Em reunião com a diretoria do Sindicato dos Servidores do Sistema Penitenciário do Paraná, representantes da Secretaria de Estado da Justiça (Seju), da Casa Civil e do Departamento Penitenciário (Depen) se comprometeram ontem a apresentar ao governador Roberto Requião (PMDB) as reivindicações da categoria. Os servidores pedem escala alternativa à de 12 horas de trabalho por 36 de folga, implantada nas unidades prisionais administradas pelo Estado em fevereiro e março. Eles também requisitam auditoria no sistema penitenciário paranaense.
Segundo a presidente do sindicato, Sandra Márcia Duarte, representantes da Seju, do Depen e da Casa Civil se reunirão com Requião, que deve apresentar resposta na próxima quarta-feira. No dia seguinte, os servidores do sistema penitenciário realizarão assembléia para debater a posição do governador. A escala anterior nos presídios administrados pelo Estado era de 24 por 48 horas.
O sindicato protocolou pedido de audiência com Requião para discutir supostas ameaças que o governador teria feito a agentes penitenciários na prisão do Ahú, em Curitiba, na semana passada. Segundo os sindicalistas, o governador afirmou que recorreria à violência caso os agentes entrassem em greve. Em nota, o governo negou que tenha ocorrido qualquer hostilidade durante a visita de Requião ao presídio.

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