Curitiba - Servidores da área de saúde de diversos hospitais públicos estaduais promoveram ontem um dia de paralisação. Segundo o Sindicato dos Servidores da Saúde Pública do Paraná (SindSaúde-PR), a adesão à mobilização ocorreu parcialmente nas cidades de Curitiba, Campo Largo, Umuarama, Cianorte, Ponta Grossa, Paranaguá e Francisco Beltrão.
A categoria reivindica implantação de jornada de trabalho de 30 horas semanais - atualmente são 40 horas semanais - e de um plano de cargos e salários próprios para a área de saúde. O sindicato e o governo estadual ainda estão negociando e, por isso, ainda não há previsão para deflagração de uma greve. Entretanto, segundo a categoria, manifestações devem se intensificar nas próximas semanas para chamar a atenção do Poder Executivo.
Apesar do protesto, a Secretaria Estadual da Saúde (Sesa) afirmou que o atendimento à população não foi afetado ontem porque a participação de profissionais era baixa. A informação é diferente do que foi divulgada pelo SindSaúde-PR. Segundo a entidade, a adesão à paralisação foi maior no hospital Infantil, de Campo Largo, na região metropolitana, e no Hemonúcleo de Umuarama, no Noroeste do Estado, com cerca de 50% dos profissionais de braços cruzados. Na capital, servidores do Hospital do Trabalhador, aderiram ao ato. Cerca de 50 profissionais utilizaram roupas ou coletes pretos sobre os jalecos. Em todo o Estado, segundo o sindicato, existem cerca de 10 mil servidores da saúde.
Eloísa Helena de Souza, coordenadora-geral do SindSaúde-PR, destaca que a mobilização ocorreu porque as negociações não avançaram. De acordo com ela, o único avanço foi a criação de uma comissão que se reúne mensalmente para debater reivindicações da categoria. 'Tínhamos a expectativa de solucionar a questão em junho, mas nada caminhou. Tem profissionais que foram aprovados num concurso de 2009 e que ainda não foram chamados. Então fizemos o ato apesar das ameaças das chefias dos hospitais'.
Ela também lembra que a situação pode ficar mais complicada no Hospital Regional do Litoral, em Paranaguá, por causa do início da temporada. 'Hoje os servidores já sofrem com as condições precárias e a sobrecarga de atendimentos. Com a Operação Verão o número de pacientes cresce absurdamente e nada foi feito para melhorar a situação'', disse.
Em nota oficial, a Sesa informou que está implantando as promoções e progressões de carreira dos servidores da saúde que estavam pendentes. 'Na folha de pagamento de outubro já foram implantadas 191 promoções e em novembro já estão previstas 1.150 progressões', destaca a nota. Sobre a redução da carga semanal, a Sesa afirmou que a questão está sendo analisada, mas que é preciso 'aguardar resultados da Comissão Interinstitucional de Recursos Humanos, que subsidiarão a definição oficial e legal', de acordo com a nota.

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