Servidores de Curitiba podem entrar em greve
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sexta-feira, 20 de novembro de 2015
Mariana Franco Ramos<br>Reportagem Local 
Curitiba - Os funcionários públicos da Capital aprovaram, na noite de anteontem, um indicativo de greve geral. Os quatro sindicatos da categoria Sismuc (servidores), Sismac (magistério), Sigmuc (guardas) e Afisc Sindical (auditores) - criticam a possibilidade, ainda em estudo, da gestão do prefeito Gustavo Fruet (PDT) mexer no Instituto de Previdência Municipal de Curitiba (IPMC). Caso a proposta seja enviada à Câmara de Vereadores, eles pretendem convocar uma assembleia extraordinária, para deflagrar a paralisação.
De acordo com as entidades, a administração quer repassar R$ 10 milhões a menos por mês ao fundo, além de realizar um saque de R$ 100 milhões, o que o Executivo nega. "Nós estamos nos prevenindo. O prefeito não tem mais nenhuma confiança com os trabalhadores. Se ele mandar o projeto, aí entramos em greve. Ou seja, quem declara a greve é o prefeito", disse a coordenadora geral do Sismuc, Irene Rodrigues. Os sindicatos cobram uma reunião específica com Fruet para debater o tema. Também devem lançar uma campanha nos locais de trabalho, com fotos e vídeos, e um seminário sobre o IPMC, no dia 12 de dezembro.
Em nota, a Prefeitura de Curitiba informou que não cogita fazer qualquer mudança no sistema de previdência dos servidores "sem prévio diálogo e consenso com a categoria". Na semana passada, o Município pediu aos sindicatos indicação de representantes para comissão que discutirá melhorias na lei da previdência.


