Servidores de Campinas continuam em greve
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domingo, 03 de outubro de 1999
Por Clayton Levy 
Campinas, SP, 04 (AE) - Os servidores municipais de Campinas, a 90 quilômetros de São Paulo, completaram hoje o quarto dia de greve em protesto contra o atraso e parcelamento dos salários referentes a setembro. Pela manhã, a administração municipal obteve na Justiça uma liminar que garante acesso ao trabalho aos funcionários que não aderirem à paralisação. Esta é a quarta greve da categoria esse ano pelo mesmo motivo.
O setor de saúde é o mais afetado pelo movimento. No Hospital Municipal Mário Gatti, dos 1,5 mil funcionários, 50% aderiram à paralisação, segundo balanço divulgado pela diretoria da unidade. Os servidores estão atendendo apenas aos casos de urgência e emergência. Todas as cirurgias seletivas marcadas para hoje foram canceladas. O hospital é um dos únicos na cidade que atende pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A greve ainda não obteve, porém, apoio dos servidores da área de educação. Hoje pela manhã, as escolas da rede municipal de ensino funcionaram normalmente. O trabalho nas creches municipais também não foi interrompido, segundo balanço da administração municipal. O Sindicato dos Funcionários Públicos Municipais ameaça, porém, ampliar o movimento, caso os salários não sejam depositados.
A greve começou na última sexta-feira, depois que a prefeitura anunciou que atrasaria o pagamento dos salários de setembro. Além de não pagar em dia, a administração municipal também decidiu parcelar os vencimentos, alegando falta de recursos. Dos cerca de 14 mil servidores, pelo menos nove mil não receberam o pagamento. Apenas aqueles que têm salário até R$ 675,00 por mês tiveram os vencimentos depositados.


