Campinas, SP, 30 (AE) -Os funcionários públicos municipais de Campinas ameaçam entrar em greve na próxima semana caso a prefeitura não atenda as reivindicações da categoria, que pede a demissão de todos os servidores comissionados e redução dos contratos terceirizados. Com as medidas, os trabalhadores acreditam que seria possível diminuir as despesas e evitar o parcelamento de salários, como quer o prefeito Chico Amaral (PPB).
A proposta de greve será votada em assembléia na terça-feira (03). "A prefeitura está interessada apenas em defender o parcelamento de salários e não dá atenção às nossas propostas", disse o diretor do sindicato dos servidores públicos, Fábio Custódio. Segundo ele, se permanecer o impasse, os servidores estão dispostos a parar. Seria a terceira greve da categoria esse ano.
Na quinta-feira (29), o prefeito anunciou, pela quarta vez consecutiva, o parcelamento dos salários dos 14 mil servidores e quatro mil aposentados e pensionistas. Hoje receberam salário integral apenas os que ganham até R$ 500,00, mesmo valor pago aos demais funcionários. O parcelamento atingiu o prefeito e os secretários municipais.
A medida foi adotada em razão da crise financeira que a prefeitura atravessa. Segundo Amaral, para pagar a primeira parcela dos salários a administração municipal desembolsou R$ 9 2 milhões, o que representa 33% do valor total da folha. A Segunda e última parcela deverá ser paga no dia 13, garantiu o prefeito. O déficit mensal, que vinha se mantendo na casa dos R$ 17 milhões, segundo o prefeito subiu nos últimos dois meses. A receita registrada em junho foi de R$ 28 mulhões, enquanto o normal seria pelo menos R$ 32 milhões. "Estamos registrando uma queda acentuada na arrecadação. Segundo o diretor do Sindicato, se a prefeitura acatasse a proposta dos servidores, haveria uma economia mensal de R$ 5,2 milhões.

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