Servidores das universidades protestam na Capital
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terça-feira, 13 de março de 2012
Rubens Chueire Jr. <br> <br> Equipe da Folha 
Curitiba - Servidores técnicos-administrativos e docentes das universidades estaduais do Paraná se reúnem hoje, a partir das 9 horas, na Praça 19 de Março, no bairro Centro Cívico, em Curitiba, com o objetivo de reivindicar a aprovação de um novo Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para a categoria, além de cobrar uma reformulação de carreiras dos docentes e técnicos, e protestar contra o decreto 3728/2012, publicado no dia 23 de janeiro, que compromete diretamente a autonomia financeira das instituições estaduais.
Em Londrina, segundo o Sindicato dos Servidores Públicos Técnicos-Administrativos (Assuel), as aulas na Universidade Estadual de Londrina (UEL) seguem normalmente, pois os docentes paralisaram suas atividades na semana passada. Entretanto os técnicos se mobilizam em direção à Capital.
''Queremos uma resposta definitiva do governo, com a promessa de implantação de um novo PCCS, por isso solicitamos uma audiência com o governador Beto Richa'', destacou o presidente da Assuel, Marcelo Alves Seabra.
Entretanto nas outras quatro grandes universidades estaduais, as aulas serão paralisadas. Servidores e professores das universidades estaduais de Maringá (UEM), Ponta Grossa (UEPG), do Centro-Oeste (Unicentro) e do Oeste do Paraná (Unioeste) vão cruzar os braços. ''A adesão está sendo em massa e esperamos conseguir nosso objetivo. A categoria está mobilizada e queremos saber se o ensino superior no Paraná é prioridade ou não deste governo'', ressaltou Éder Adão Rossato, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino de Maringá (Sinteemar). A expectativa é de que cerca de 300 pessoas participem da mobilização.
A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), informou que representantes do governo devem se reunir na tarde de hoje com os sindicatos para avaliar a situação.
Os docentes da rede estadual de ensino vão cruzar os braços amanhã. A mobilização, convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), é em defesa da correta aplicação da Lei do Piso, do investimento de 10% do Produto Interno Bruto na educação e na luta por melhorias na carreira dos educadores.
Em Curitiba, os 10,5 mil professores municipais da educação infantil e ensino fundamental de Curitiba paralisam as atividades a partir de hoje.


