Curitiba - Os servidores técnico-administrativos da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) decidiram ontem manter a greve iniciada em junho. No dia anterior, o comando nacional de greve havia sugerido a suspensão da paralisação em troca de um calendário de negociações.
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau Público de Curitiba, Região Metropolitana e Litoral do Estado do Paraná (Sinditest), o comando nacional faz as negociações com o Governo Federal, mas não tem autonomia para deliberar.
''As decisões partem das assembleias locais, que farão a análise da sugestão do comando nacional até a próxima terça-feira. O resultado dessas assembleias será avaliado pelo comando nacional na quarta-feira'', explicou Antônio Neves, vice-presidente do Sinditest.
De acordo com o Sinditest, representantes do movimento se reunirão com o reitor da UFPR, Zaki Akel Sobrinho, na próxima segunda-feira. No dia seguinte, a categoria fará nova assembleia. Até a tarde de ontem, havia servidores em greve nos campi da UFPR em Curitiba, no Litoral e em Palotina, e nos da UTFPR em Curitiba, Dois Vizinhos, Francisco Beltrão, Medianeira, Pato Branco e Toledo. A estimativa era de que 3 mil trabalhadores estavam parados. Hoje, representantes do Sinditest participarão de reuniões com funcionários dos campi da UTFPR em Apucarana, Londrina e Ponta Grossa.
O movimento reivindica carreira plena, piso de três salários mínimos, ajuste na tabela salarial, vale-alimentação, entre outros itens. O Ministério da Educação alega que tem buscado analisar a pauta com o Ministério do Planejamento.

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