Londrina – Os servidores técnico-administrativos das universidades federais do Paraná entram em greve a partir de hoje para reivindicar reajuste salarial e melhores condições de trabalho. José Carlos de Assis, diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau Público do Paraná (Sinditest), prevê uma adesão histórica. A paralisação deverá afetar os serviços na Universidade Federal do Paraná (UFPR), nos 13 campi da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), no Oeste.
"Pelo o que foi debatido nas reuniões setoriais, a insatisfação é geral. Por todo esse cenário político e econômico prevemos que será uma greve longa", adiantou Assis. Segundo ele, o termômetro da greve é a forte adesão dos servidores do Hospital de Clínicas de Curitiba. "Lá, sempre há uma cautela maior, mas desta vez há até previsão de redução de leitos e suspensão de atendimentos por falta de servidores". Além do serviço administrativo, os setores mais afetados nas universidades serão o funcionamento de restaurantes universitários, bibliotecas e secretarias.
De acordo com Assis, a pauta de reivindicações pede reajuste de 27,34% para repor perdas inflacionárias desde 2011, correção de distorções de Plano de Carreiras e adoção da data-base da categoria. Ele informou que se o reajuste não for previsto pela lei orçamentária encaminhada ao Congresso até 31 de agosto, no ano que vem os trabalhadores não terão nenhum tipo de recomposição salarial.
A ação do Sinditest faz parte da mobilização nacional das instituições federais de ensino superior. Assis relatou que as dificuldades, "quase que históricas", são comuns a todos os estados, apesar das reivindicações serem específicas. O diretor citou os cortes de orçamento de R$ 600 milhões mensais no Ministério da Cultura (MEC) anunciados na semana passada pelo governo federal.

PROFESSORES

Em um primeiro momento, apenas técnico-administrativos das áreas de educação devem parar nas instituições federais do Paraná. No início da semana, professores da UFPR reuniram-se em assembleia e decidiram não aderir de imediato ao movimento grevista. Já os docentes da UTFPR avaliaram a necessidade de aprofundar o debate antes de votar sobre uma futura greve em encontro marcado para as próximas semanas.

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