Servidores da UFPR ocupam gabinete da reitoria
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quinta-feira, 21 de julho de 2011
Fábio Galão <br> Equipe da Folha 
Curitiba - Servidores técnico-administrativos da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em greve há mais de um mês, ocuparam ontem pela manhã o gabinete do reitor da instituição, Zaki Akel Sobrinho. A ação fez parte do dia de manifestações dos trabalhadores de universidades federais de todo o Brasil, que deflagraram paralisação em junho para reivindicar carreira plena, piso de três salários mínimos, ajuste na tabela salarial, entre outros itens.
Akel, que está de férias, e o reitor em exercício Rogério Mulinari não estavam no gabinete no momento da ocupação. ''A deliberação era chegar hoje (ontem) a todos os gabinetes de reitores das universidades federais. Fomos à reitoria, mas as portas do gabinete estavam fechadas. Mas o local tem cinco portas, e entramos por uma que eles não imaginaram que usaríamos. O reitor tinha fugido e não nos atendeu'', disse Antônio Néris de Souza, vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau Público de Curitiba, Região Metropolitana e Litoral do Estado do Paraná (Sinditest).
A ocupação do gabinete foi transmitida pela internet, através de uma webcam. Os grevistas permaneceram cerca de uma hora no local e depois saíram. A assessoria de comunicação da UFPR informou que Mulinari não recebeu os servidores porque estava em agenda externa e não havia sido informado da mobilização.
O reitor em exercício se dispôs a se reunir com os integrantes do comando de greve à tarde, mas estes não puderam comparecer porque estavam participando de um encontro com representantes do Ministério Público Federal (MPF) e da direção do Hospital de Clínicas (HC), a respeito do funcionamento da instituição, um dos setores da UFPR que estão em greve.
A direção do HC alega que há excesso de servidores em greve no hospital, enquanto o Sinditest argumenta que os grevistas estão respeitando os percentuais previstos em lei de funcionários trabalhando. Nova reunião com o MPF será realizada na próxima quarta-feira. Nesse encontro, as duas partes deverão apresentar dados detalhados do número efetivo de servidores trabalhando.
Em Brasília, representantes de aproximadamente 30 sindicatos de diferentes setores do funcionalismo público federal, entre eles os trabalhadores das universidades, fizeram uma reunião à tarde no Ministério do Planejamento, para discutir as reivindicações de cada categoria. Uma estimativa aponta que o atendimento integral das solicitações representaria um impacto de R$ 40 bilhões por ano para o Governo Federal, o que tornaria impossível aceitar todas no momento. Por isso, o ministério pediu para que os sindicatos priorizem itens das pautas de reivindicações para que as negociações continuem.


