Servidores da UFPR iniciam greve de advertência
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terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Os servidores técnico-administrativos da Universidade Federal do Paraná (UFPR), iniciaram, ontem, uma paralisação de advertência para mostrar que a categoria continua mobilizada para cobrar do governo federal o compromisso assumido, em setembro de 2007, de reestruturar a tabela de vencimentos. O acordo pôs fim à greve que durou 100 dias. A mobilização de 48 horas acontece, simultaneamente, em outros estados.
De acordo com o diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau Público de Curitiba, Região Metropolitana e Litoral do Paraná (Sinditest-PR), Bernardo Pilotto, a correção da tabela de vencimentos se daria a partir de maio deste ano e no mesmo mês de 2009 e 2010. No entanto, em reunião recente com Federação dos Sindicatos de Trabalhadores das Universidades Brasileiras (Fasubra), o governo não teria dado garantias de que o acordo será cumprido integralmente.
Segundo o dirigente sindical, servidores das pró-reitorias de Graduação, Extensão e Cultura, da chamada Casa 3 (atenção à saúde) e do Hospital de Clínicas (HC) aderiram à mobilização. A orientação do Sinditest foi de que apenas um servidor de cada setor do HC participasse da mobilização para não comprometer o atendimento aos pacientes.
Mas, não foi o que aconteceu. O diretor-geral do HC, Giovanni Loddo, informou que seis cirurgias, que seriam realizadas à tarde, foram suspensas por falta de pessoal. Pela manhã, quatro servidores do ambulatório não teriam comparecido ao trabalho. Os procedimentos cirúrgicos serão reagendados, mas, segundo o diretor, isso deverá causar certo transtorno aos pacientes. Ainda de acordo com Loddo, a direção do HC não foi formalmente comunicada da paralisação.
O mesmo aconteceu com a reitoria da UFPR. Nenhum comunicado oficial da mobilização chegou às mãos do reitor, segundo informou sua assessoria de imprensa. Pilotto disse que uma comissão pretende se reunir com representantes da universidade para apresentar a pauta local de reivindicações. O item principal diz respeito à criação de uma metodologia de avaliação de desempenho pela UFPR, informou Pilotto, que permitiria aos servidores ter reajustes de 3,7%, a cada dois anos, e progressão no plano de carreira.
A assessoria de imprensa da UFPR informou que o pró-reitor de Gestão de Pessoas deverá receber os sindicalistas hoje.


