Servidores da UFPR iniciam greve
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segunda-feira, 28 de maio de 2007
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba- Os servidores técnico-administrativos da Universidade Federal do Paraná (UFPR) começaram, ontem, greve por tempo indeterminado. No primeiro dia de paralisação por melhorias salariais e outros benefícios, representantes do sindicato da categoria (Sinditest) percorreram as unidades em Curitiba buscando adesão ao movimento. A promessa é de que, hoje, alguns setores não funcionem, como o Restaurante Universitário (RU), que deixará de fornecer cerca de 6 mil refeições.
''Gradativamente, mais setores vão aderir à greve'', afirmou o presidente do Sinditest, José Carlos Assunção Belotto, lembrando que o Hospital de Clínicas (HC), também, será atingido. Segundo ele, o comando de greve, no entanto, terá o cuidado de manter o efetivo necessário para não comprometer os serviços emergenciais.
Belotto destacou que um dos pontos da pauta de reivindicações do movimento nacional é a revisão de um dos itens do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que limita em 1,5% as despesas anuais com pessoal, até 2016. ''Esse artigo é uma incoerência com a política de crescimento do País e uma afronta ao funcionalismo público'', criticou.
Os servidores se queixam, ainda, que o piso e o teto da categoria são os menores entre o funcionalismo federal e pedem equiparação a outros cargos. Segundo Belotto, hoje o piso é equivalente a um salário mínimo e meio. Eles querem o vencimento inicial e o teto correspondente a três e dez salários, respectivamente.
A mobilização atinge servidores da UFPR e da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), que tem campi em Curitiba e no Interior. Belotto informou que são cerca de 4,1 mil funcionários nas duas instituições.
Para o reitor da UFPR, Carlos Augusto Moreira Júnior, a maioria das reivindicações é justa e, por isso, encaminhou, ontem, uma carta ao ministro da Educação, Fernando Haddad, pedindo abertura de negociação com os servidores.


