Londrina - Os funcionários da Universidade Estadual de Londrina (UEL) votam indicativo de greve hoje, a partir das 9 horas no Campus e das 13h30 no Hospital Universitário (HU).
De acordo com Marcelo Alves Seabra, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Técnico-Administrativos da UEL (Assuel-Sindicato), os servidores teriam saído descontentes de uma reunião na última sexta-feira (15), com Alípio Leal, da Secretaria da Ciência e Tecnologia e Jorge Sebastião de Bem, da Secretaria Administração e Previdência.
''Queríamos uma proposta conclusiva a respeito da reformulação do nosso Plano de Cargo, Carreira e Salário (PCCS), mas o que nos ofertaram é pior do que temos hoje, por isso acredito que os servidores irão rejeitar a proposta do governo'', explicou. Em 2011 o Tribunal de Justiça (TJ) considerou inconstitucionais dois artigos do antigo PCCS, por isso a necessidade de reformulação.
Segundo Seabra, o governo propõe que haja um número máximo de vagas para ascensão e também um tempo mínimo para que o servidor permaneça na função antes de pleitear promoções. ''O governo instituiu a Escola de Governo para que os funcionários possam se qualificar mas não incentiva que isso ocorra'', criticou. Os servidores também requerem auxílio-transporte e regularização da carga horária para funções específicas, como técnicos de radiologia, assistentes sociais, jornalistas e telefonistas.
Caso o indicativo seja aprovado, os servidores devem entrar em greve em agosto, na volta às aulas. ''Esse prazo é para que o governo possa repensar sua posição e negociar conosco. Já temos uma reunião marcada para quinta-feira (21), com o secretário Alípio'', explicou Seabra.

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