Londrina - Os servidores técnico-administrativos da Universidade Estadual de Londrina (UEL) decidiram suspender temporariamente a greve iniciada no último dia 11. A decisão foi tomada nas assembleias realizadas ontem no campus, pela manhã, e no Hospital Universitário (HU), à tarde.
  Segundo Marcelo Alves Seabra, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Técnico-Administrativos da UEL (Assuel), os funcionários optaram pela suspensão porque o governo se comprometeu a encaminhar a proposta do novo Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) da categoria para a Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) até o dia 19 de outubro.
  Além do novo PCCS, a nova tabela salarial dos servidores deve começar a vigorar em janeiro. ‘‘Serão 6% de reajuste para técnicos em cargos que exigem nível superior, 20% para nível médio e 35% para o fundamental’’, explicou Seabra.
  Apesar da suspensão do movimento, os funcionários do campus só voltam ao trabalho na segunda-feira. Já no HU, as atividades foram retomadas imediatamente após a assembleia. Durante os dez dias de greve, vários setores da universidade ficaram fechados, como o Restaurante Universitário (RU), secretarias, departamentos, bibliotecas, creche e alguns laboratórios.
  A Clínica Odontológica Universitária (COU), localizada no Centro da cidade, atendeu apenas casos emergenciais. O HU também manteve somente os serviços essenciais e atendimento a pacientes internados.
  ‘‘Vamos manter a suspensão até o dia 19 de outubro, esperando que o governo cumpra com o que publicizou na agência de notícias do Estado na quinta-feira, mas caso não atenda à nossa reivindicação, vamos retomar a greve por tempo indeterminado’’, adiantou o presidente da Assuel.
  De acordo com ele, o movimento chegou a paralisar 70% dos 3,6 mil servidores da universidade.

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