Servidores da UEL pedem investigação de Richa
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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015
Viviani Costa<br> Reportagem Local 
Londrina - Servidores e professores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) prometem protocolar, na próxima semana, uma representação contra o governador Beto Richa (PSDB). Eles pedem a abertura de uma investigação por ato de improbidade administrativa pela ausência de pagamento do 1/3 de férias aos funcionários que teriam direito ao benefício em janeiro e fevereiro.
O assessor jurídico da Assuel Sindicato, Vinicius Carvalho Fernandes, explicou que o documento foi elaborado em parceria com o Sindiprol/Aduel, que representa os professores da universidade. "Elaboramos em conjunto coletando assinaturas de representantes dos dois sindicatos, de alguns professores e servidores. O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Londrina, Artur Piancastelli, que é assessor jurídico do Sindiprol/Aduel, também deve assinar o documento", destacou Fernandes. A representação será levada a Curitiba para solicitar a abertura de um inquérito.
O presidente da Assuel Sindicato, Marcelo Seabra, destacou que as negociações com o Governo do Estado avançaram, mas os pagamentos ainda não se concretizaram. "Ele se apropriou do dinheiro dos servidores. Ao final da greve, também pretendemos elaborar uma ação por danos morais e materiais contra o Beto Richa pelos prejuízos causados aos servidores. Alguns chegaram a fazer empréstimo para viajar", afirmou. Na segunda-feira, uma nova assembleia com os servidores da UEL será realizada no Hospital Universitário a partir das 13 horas. O objetivo é apenas reafirmar a continuidade da greve. Servidores e professores aguardam o agendamento de uma nova reunião com representantes do governo.
O Governo do Estado, por meio da assessoria de imprensa, informou que, sem notificação judicial, não iria se pronunciar sobre a representação planejada pelos professores e servidores da UEL. Mas a assessoria apontou que, em reunião realizada nesta semana, a administração estadual se comprometeu a pagar o 1/3 de férias dos professores e agentes universitários em parcela única em março. (Colaborou Fábio Galão)


