Os funcionários da Universidade Estadual de Londrina (UEL) que trabalham no campus pretendem paralisar as atividades amanhã para reivindicar que o Conselho de Administração (CA) analise o pedido de volta do pagamento do vale-transporte para parte dos servidores, suspenso pelo reitor Wilmar Marçal a partir de um parecer do Tribunal de Contas (TC). Segundo o parecer, o teto para pagamento do benefício é de três salários mínimos, tendo como base de cálculo os vencimentos e vantagens dos funcionários da institutição.
De acordo com o Sindicato dos Servidores e Técnicos Administrativos da UEL (Assuel), cerca de 1,8 mil funcionários devem aderir à paralisação. O presidente do sindicato, Itamar Nascimento, informou que a decisão de suspender as atividades por um dia foi tomada em assembléia realizada na última quinta-feira, por unanimidade. ''Pedimos ao reitor que anule sua determinação, na medida em que ele revoga uma decisão do CA. Mas o reitor não nos respondeu, então estamos reivindicando que ele pelo menos remeta o nosso pedido ao Conselho, para provarmos que a decisão da reitoria é nula'', disse Nascimento.
A Assuel entende que o parecer do TC não obriga a reitoria a acatá-lo. Já Marçal afirma que a despesa era irregular e que a universidade vem sendo notificada pelo Tribunal desde 2004. ''Estamos cortando as ilegalidades'', argumentou o reitor, que disse não estar contando com a paralisação.
Segundo Marçal, as reuniões na Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e no TC para discutir o assunto estavam marcadas para amanhã, mas foram adiadas para o dia 28.

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