Londrina - Aproximadamente 3,6 mil servidores técnico-administrativos da Universidade Estadual de Londrina (UEL) vão cruzar os braços amanhã. A categoria reivindica a reformulação de Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) acordada com o governo do Estado. A manifestação terá início às 6h30 e não vai interromper as atividades acadêmicas.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Técnico-Administrativos da UEL (Assuel), Marcelo Alves Seabra, a proposta governamental pretende determinar uma quantidade de vagas para ascensão de cargo, que será dividida entre todas as universidades estaduais do Estado. ''Queremos que a promoção continue acontecendo pela capacitação e mérito do servidor porque os novos critérios são muito rigorosos'', reclamou.
Os integrantes do sindicato também reivindicam redução da carga horária para algumas categorias e auxílio-transporte. Representantes dos servidores terão reunião com o governo na quinta-feira. A Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior informou que não vai se posicionar antes do resultado da reunião.
Amanhã também haverá uma assembleia na UEL a fim de que os professores discutam sobre a paralisação do dia 16 de agosto, que já foi deliberada anteriormente, e o indicativo de greve para setembro. O presidente do Sindicato dos Professores do Ensino Superior Público Estadual de Londrina e Região (Sindiprol/Aduel), Nilson Magagnin Filho, explicou que a paralisação tem por objetivo fazer que o governo do Estado cumpra o acordo firmado com a categoria no final de março para equiparação dos salários de ingresso da carreira de professor com os dos técnicos de nível superior. ''Atualmente, a diferença entre os dois é de 31,73%'', esclareceu. Segundo ele, o governo deveria ter enviado o projeto para a Assembleia Legislativa no dia primeiro de maio, ''mas isso não aconteceu''.
Já funcionários da Sanepar poderão cruzar os braços a partir do dia 14. Os trabalhadores de todo o Estado reivindicam o pagamento integral do Programa de Participação nos Resultados (PPR). De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Saneamento (Saemac), Gerti José Nunes, até 2010, 25% do montante distribuído aos sócios acionistas da empresa eram repassados aos empregados, no entanto, no ano passado, a Sanepar distribuiu 50% do seu lucro aos acionistas, o que corresponde a R$ 118 milhões, e quer destinar ''apenas'' 12,5% aos funcionários.
A diretoria da Sanepar informou que continua em negociação com os representantes dos empregados e que acredita que ''será possível chegar a um bom termo para ambas as partes''.

mockup