Londrina – Os servidores da Universidade Estadual de Londrina (UEL), assim como os professores, também decidiram permanecer em greve por tempo indeterminado em assembleia realizada na manhã de ontem. De acordo com o presidente da Assuel Sindicato, que representa a categoria, Marcelo Seabra, a diretoria expôs o resultado insatisfatório da reunião com a secretária de Administração e Previdência, Dinorah Nogara. "O índice de 8,17% (IPCA) não veio e, por enquanto, vamos manter a paralisação", informou. Os servidores do Hospital Universitário também estão parados. O hospital restringiu o atendimento somente para casos de urgência e emergência.
A próxima reunião da categoria está marcada para esta sexta-feira. Seabra enfatizou ainda que, se não houver novas propostas do Governo, os trabalhadores continuarão de braços cruzados. "Vamos realizar uma atividade no HU amanhã de manhã com todas as categorias mobilizadas", completou o presidente.
A greve do funcionalismo público já dura cerca de 20 dias. Em princípio, as atividades foram suspensas em protesto contra a votação do projeto de lei que alterou a Paranaprevidência, fundo de aposentadoria dos servidores. Após a aprovação da matéria e posterior sanção do governador Beto Richa (PSDB), a greve foi mantida como forma de manifestação e repúdio ao confronto truculento do dia 29 de abril. Na última quinta-feira, o Governo anunciou encerramento das negociações, punição para servidores que estão em greve e reajuste de apenas 5%, a ser pago em duas parcelas. Apesar disso, o funcionalismo não recuou e permanece paralisado em busca de reposição da inflação. (Samara Rosemberg/Equipe Bonde)

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