Servidores da UEL aprovam greve
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segunda-feira, 29 de abril de 2013
Lucio Flávio Cruz<br>Reportagem Local 
Londrina - Servidores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) que têm carga horária diferenciada decidiram em assembleia ontem entrar em greve por tempo indeterminado a partir de quinta-feira. A paralisação vai atingir 806 servidores que atuam nos hospitais Universitário (HU) e de Clínicas (HC) e no campus.
Em dezembro do ano passado, foi sancionado pelo governador Beto Richa o novo Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) dos servidores estaduais, igualando a carga horária em 40 horas semanais. A determinação, que deveria ter entrado em vigor em janeiro, atinge servidores de 12 profissões da UEL. Entre eles jornalistas, assistentes sociais, profissionais de enfermagem, telefonistas, técnicos radiologistas entre outros.
"Foi formada uma comissão com representantes dos servidores, reitorias e do governo para discutir a proposta. O governo havia prometido que esperaria a conclusão dos estudos para colocar a nova regra em prática. A comissão se reuniu apenas uma vez e a mudança da carga horária entrou em vigor ontem", explicou o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Técnicos Administrativos da UEL (Assuel), Marcelo Alves Seabra.
"Estas profissões têm legislação federal que prevê a carga horária. Queremos aprovar um projeto de lei que adeque as normas estaduais com as federais, respeitando a especificidade de cada profissão. Deste jeito é como se houvesse uma redução salarial, já que os salários não serão majorados", frisou Seabra.
A reitoria da UEL foi informada oficialmente no final da tarde de ontem sobre a decisão dos servidores pela Assuel. De acordo com a assessoria de imprensa, a reitora Nádina Moreno iria se inteirar das reivindicações dos servidores para depois se pronunciar. A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) ainda não havia sido comunicada da decisão.


