Curitiba - Após dois dias, os servidores municipais da saúde de Curitiba suspenderam ontem a paralisação da categoria. A expectativa era de que até o final da noite o trabalho nas 109 unidades básicas da cidade voltasse ao normal. O desfecho ocorreu após representantes do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba (Sismuc) aceitarem um novo plano, por parte da prefeitura, para o pagamento da dívida de cerca de R$ 1,5 milhão com os funcionários.
A administração propôs quitar as 31 mil horas extras pendentes em duas parcelas, sendo a primeira em março e a segunda em abril, ao invés das seis oferecidas inicialmente. Além disso, ficou acertado que os novos pisos salariais e a incorporação de gratificações no vencimento-base dos servidores entrarão em vigor em março, com pagamento retroativo a janeiro. Os demais pontos da pauta de reivindicações serão discutidos em duas mesas permanentes de negociação, uma para atenção básica e outra para urgência e emergência.
De acordo com a coordenadora-geral do Sismuc, Ana Paula Cozzolino, caso a gestão do prefeito Gustavo Fruet (PDT) não cumpra com o acordo, porém, a categoria deve cruzar os braços novamente. "O prazo que vamos monitorar é 25 de março", afirmou. Sem citar números, ela disse que considera a adesão ao movimento significativa. "Não trabalhamos com adesão total, porque não tínhamos a intenção de prejudicar a população", justificou.
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde informou que manteve, durante a greve, 100% dos atendimentos de urgência e emergência. "Em 92 das 109 unidades básicas de saúde, o funcionamento manteve-se pleno e, naquelas unidades em que houve adesão ao movimento, também foi mantida a assistência, especialmente dos casos agudos", relatou. A prefeitura também orientou os usuários que tenham enfrentado dificuldades no acesso aos serviços a registrar os casos por meio da central telefônica 156.

mockup