Curitiba - O Sindicato dos Servidores Estaduais da Saúde (SindSaúde) informou ontem que a categoria continua mobilizada porque o governo ainda não atendeu todas as reivindicações da categoria. Além disso, a entidade informou que no próximo dia 5 de maio será realizada uma assembleia para avaliar os próximos rumos do movimento.
Ontem à tarde, numa reunião entre a Secretaria de Administração e Previdência (Seap), em Curitiba, e representantes do SindSaúde, o governo anunciou uma correção de 4,66% na Gratificação por Atividade na Saúde (GAS) e no salário, baseada na inflação oficial dos últimos doze meses. Em junho, sobre o novo valor da GAS, seria aplicado índice de 14,79%. Também foi discutida a aplicação da progressão no tempo de serviço nos meses de outubro e dezembro.
Sobre a revogação do decreto nº 4345, que obriga todos os servidores a trabalharem 40 horas semanais, o SindSaúde disse que o governo informou que a questão ainda está em análise na Procuradoria Geral do Estado (PGE). ''Fizemos uma contraproposta para o governo e vamos aguardar um retorno da parte deles. Queremos que toda a categoria seja contemplada pela progressão. Até agora apenas os agentes com nível universitário têm este direito. Além disso, a reivindicação da categoria segue sendo de correção de 31% na GAS, que não teve reajuste entre os anos 2004 e 2009. Os 14,79% apresentados pelo governo são referentes apenas de 2007 a 2009'', disse a presidente do SindSaúde, Elaine Rodella.
Ontem pela manhã os servidores estaduais promoveram um protesto na região central da capital, cobrando do governo a aplicação das reivindicações da categoria. Com barracas, faixas e cartazes os funcionários ocuparam o Calçadão da Rua XV e distribuíram informes sobre o motivo do manifesto. ''Também aguardamos a revogação do decreto 4345. É uma das nossas principais reivindicações. O pedido está sendo analisado, mas vamos continuar pressionando para que seja oficializado'', completou Elaine.
Segundo o SindSaúde, atualmente são 9,8 mil profissionais que atuam no Paraná em unidades de saúde, hospitais, bancos de sangue, bancos de leite, vigilância sanitária e farmácias populares. As negociações ocorrem há cinco meses em uma comissão interinstitucional de recursos humanos, em que participam representantes do SindSaúde, da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), Seap e do Conselho Estadual de Saúde, mas até agora nenhum acordo foi oficialmente fechado.

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