Curitiba - O Hospital do Trabalhador (HT), um dos principais em urgências e emergências médicas de Curitiba, ficou parado ontem por quase seis horas. Os profissionais de saúde resolveram fazer uma greve de advertência na tentativa de sensibilizar o governo do Estado a rever os descontos feitos nos salários dos servidores que não alteraram a jornada de trabalho de 30 para 40 horas semanais. ''Alguns servidores tiveram de seis a 20 dias descontados por falta injustificada'', reclamou Graziela Basso Sternheim, diretora do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde Pública do Estado do Paraná (SindSaúde-PR).
Cerca de 400 servidores trabalham no hospital. A greve atingiu cerca de 80% dos servidores. Os atendimentos de pronto-socorro foram garantidos para evitar transtornos para a população. Hoje, os servidores participam de uma audiência pública na Assembléia Legislativa para discutir o Sistema Único de Saúde (SUS).
Desde o dia 29 de março, a Secretaria de Estado da Saúde está adotando a Lei Estadual 13.666, editada no governo Jaime Lerner (PSB), e que aumenta a jornada de trabalho dos funcionários para 40 horas semanais. Através de nota oficial, a Secretaria de Saúde informou que os trabalhadores terão que cumprir as 40 horas semanais previstas na legislação estadual e no Decreto 4.345 de 2005. Os que não cumprirem terão as horas não trabalhadas descontadas dos salários.
Um levantamento prévio feito pela secretaria mostrou que no mês de maio há o registro de 545 casos de não cumprimento da jornada de 40 horas semanais ou de faltas injustificadas entre os servidores da saúde.
Ontem, a Secretaria de Saúde informou que a greve de advertência não afetou o atendimento à população.

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