Londrina – Servidores dos hospitais da Zona Norte (HZN) e da Zona Sul (HZS) de Londrina e de mais quatro unidades do Estado fizeram ontem um dia de paralisação para cobrar medidas mais concretas do governo em relação a reivindicações da categoria.
Segundo a secretária-geral do SindSaúde do Paraná, Elaine Rodella, a adesão ao movimento atingiu 70% dos servidores.
"Mantivemos 30% dos funcionários trabalhando em todos hospitais. Se não houver propostas concretas do governo poderemos realizar uma nova paralisação no dia 18 de junho", frisou a secretária.
A paralisação atingiu, além das duas unidades de Londrina, o Hospital Regional do Litoral, em Paranaguá, o Lucy Requião, em Guaraqueçaba (Litoral), o Regional do Sudoeste, em Francisco Beltrão e o Universitário, em Cascavel (Oeste).
De acordo com o sindicato, a categoria negocia há dois anos e meio e até agora não houve respostas.
As principais reivindicações são a implantação do Programa de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), a transformação do vale-transporte em auxílio transporte, pago em dinheiro, no valor de R$ 190 mensais e ainda o reajuste de 20% na gratificação de atividade em saúde.
"Não queremos prejudicar a população, mas este governo só dialoga e não implementa as soluções", apontou Elaine Rodella.
O diretor geral do HZS, Weber de Arruda Leite, informou que o atendimento de urgência e emergência foi normal durante o dia de ontem e que todas as cirurgias agendas foram realizadas. O hospital possui 422 funcionários. "No máximo 7% dos servidores aderiram à paralisação", garantiu.
No período da tarde, o HZS estava com os 20 leitos do Pronto-Socorro (PS) ocupados e dos quatro leitos da emergência, apenas um estava vago. A unidade possui 130 leitos.
"Para uma terça-feira o movimento foi acima do normal. Provavelmente em virtude da queda na temperatura. Tivemos que colocar alguns pacientes em macas no PS", contou o médico.
No HZN, o PS funcionou normalmente e todas as cirurgias de emergência foram realizadas. "O maior transtorno foram com as cirurgias eletivas. Pela manhã, três foram canceladas e à tarde algumas também. Mas teremos os números oficiais somente amanhã (hoje)", relatou o diretor geral, Diego Janesch.
A unidade tem 400 funcionários, e dos 130 que estavam escalados para o turno das 7 às 19 horas de ontem, 65 trabalharam de forma normal, segundo Janesch.
A Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) informou que o atendimento foi mantido e não houve registro de problemas nos hospitais afetados pela paralisação.
"A Secretaria da Saúde tem mantido um canal permanente de diálogo com o sindicato e todas as reivindicações da categoria estão em processo de análise e encaminhamento pelo governo do Estado", ressaltou o secretário da Saúde em exercício, Rene Santos.
A Sesa destacou que desde 2011 o governo tem "garantido avanços aos servidores" da Saúde, com a nomeação de 1.351 novos servidores. A partir de 2012, mais de 3 mil servidores tiveram suas promoções e progressões de carreira implantadas, garantindo o recebimento de valores retroativos a 2003, 2010 e 2011, quando houve a adequação da situação funcional de cada servidor, mas não o impacto efetivo nas remunerações. A gratificação de atividade em saúde, que estava com os valores congelados por cinco anos, foi reajustada em 14.89%, segundo a Sesa.

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